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Enem: quer entender a TRI? Não pergunte a Dilma

Questionada, via Facebook, sobre método usado na correção dos testes de múltipla escolha, presidente dá explicação sobre análise das redações

Por Da Redação - 15 Maio 2014, 15h25

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A presidente Dilma Rousseff realizou nesta quinta-feira um “Face to Face com Dilma” – sessão de perguntas e repostas – com interessados no Enem em sua página oficial no Facebook, administrada pelo PT. Aparentemente, o intuito era esclarecer pontos do maior vestibular do Brasil, mas a presidente escorregou em ao menos uma explicação.

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Questionada sobre a Teoria da Resposta ao Item, a TRI (clique aqui para entender) – o complexo método de correção dos testes de múltipla escolha do Enem -, a presidente emendou uma explicação sobre a avaliação da redação – feita por corretores e que nada tem a ver com a TRI. Confira a conversa na imagem reproduzida a seguir:

Presidente Dilma Rousseff dá resposta errada para estudante durante conversa pelo Facebook
Presidente Dilma Rousseff dá resposta errada para estudante durante conversa pelo Facebook VEJA

Com pouco mais de uma hora de duração, o “Face to Face” recebeu quase 600 comentários. Foi a terceira vez que Dilma usou a conta na rede social para interagir com o público. Além das respostas, ela atendeu a um apelo de um participante que queria um beijo. Dilma ignorou o pedido três vezes. Depois, finalmente, postou uma foto tirada em seu gabinete o comentário: “Leonam, um beijo!”

TRI – Ao contrário dos vestibulares tradicionais, em que cada resposta corretamente assinalada corresponde a um ponto, o Enem considera também os erros para determinar a pontuação dos estudantes. Se o participante acerta somente questões difíceis, sinaliza ao sistema de correção inconsistência no domínio da disciplina avaliada, pois a TRI considera que o conhecimento necessário à resolução dos testes fáceis é um pré-requisito à solução dos mais complexos. Assim, uma questão assinalada corretamente na prova não tem valor em si. Ela só adquire peso quando o sistema de correção avalia o desempenho geral do participante na prova e o grau de dificuldade da questão. A principal vantagem do sistema é permitir a comparação do desempenho de participantes de diferentes edições de uma mesma prova – exatamente como ocorre no Enem.

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