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A disputa pela cadeira (nunca ocupada) de Decotelli

Saiba quem são as forças atuantes na escolha do próximo ministro da Educação

Por Maria Clara Vieira - Atualizado em 30 Jun 2020, 17h06 - Publicado em 30 Jun 2020, 16h48

Cinco dias depois de ser nomeado e ter três qualificações acadêmicas questionadas (um mestrado acusado de plágio, um doutorado sem tese e um pós-doutorado inexistente), o ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, entregou sua carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro. E não são poucos os grupos do Planalto de olho na cadeira da qual o professor sequer chegou a tomar posse.

De um lado, a ala militar “raiz”, que teve forte atuação no plano de governo de Bolsonaro, participou da transição e acabou limada pelo colombiano Ricardo Vélez-Rodriguez, luta pelos nomes do cientista político Antônio Flávio Testa e de Marcus Vinícius de Carvalho, que chegou a ser presidente do Inep na gestão de Vélez. Do outro, a ala ideológica, liderada por Eduardo e Carlos Bolsonaro e apoiada pelos seguidores de Olavo de Carvalho, faz campanha pela atual secretária de alfabetização, Ilona Becskeházy.

Na tarde desta terça-feira, outros dois nomes começaram a circular em Brasília. Um deles é o cientista da religião Gilberto Garcia, ligado à Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), indicado por Onyx Lorenzoni (Cidadania) que por sua vez, chegou a Garcia através do empresário Antônio Veronezi. Por fim, o ex-presidente da Capes, Anderson Lopes, também aparece entre os cotados. Ele chegou ao MEC ainda na gestão de Vélez e, atualmente, é presidente do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

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