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56,7% dos jovens brasileiros terminam o ensino médio na idade adequada

Levantamento feito pelo Movimento Todos Pela Educação com dados da Pnad de 2014 revela que 1,9 milhão de alunos concluem o ensino médio até os 19 anos. A meta é que 90% dos jovens tenham concluído essa etapa do ensino até 2022

Pouco mais da metade dos jovens brasileiros conclui o ensino médio na idade certa, de acordo com levantamento do Movimento Todos Pela Educação (TPE) divulgado na última quarta-feira. Usando os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014, o último disponível, o estudo revela que 56,7% dos alunos com até 19 anos estão formados no ensino médio. Em relação a 2013, o avanço foi de 2,4 pontos porcentuais. Contudo, pelas metas do Movimento, seria preciso que a porcentagem alcançada fosse de 69% – só assim seria possível cumprir a o objetivo de ter 90% dos estudantes até os 19 anos com o ensino médio completo.

O levantamento mostra que a tendência é de melhora no indicador. Nos últimos dez anos, o Brasil avançou 15,4 pontos na taxa. Em números absolutos, o aumento de estudantes que concluíram o ensino médio em 2013 e 2014 passou de 1.442.101 jovens para 1.951.586.

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Desafio – Com o levantamento, divulgado anualmente, o objetivo do Movimento Todos pela Educação é monitorar a meta 4, desenhada por especialistas em educação: todo aluno com o ensino médio concluído até os 19 anos. Os resultados demonstram que o país terá dificuldades para universalizar o ensino na idade certa. No ensino fundamental, 73,7% de alunos até os 16 anos concluíram essa fase escolar.

Em relação ao ensino médio, todos os estados brasileiros tiveram melhora. Os maiores avanços em relação a 2013 foram registrados na região Norte (19,2 pontos porcentuais) e na região Nordeste (22,4 pontso porcentuais).

“Embora os dados disponíveis mostrem a realidade apenas até 2014, é importante alertar que o desafio é grande, uma vez que não é pequena a parcela de jovens de 16 anos que estavam então fora da escola sem ter concluído o ensino fundamental”, afirmou o TCE em comunicado.

Desigualdades – Se considerados os resultados do levantamento em relação a renda ou região ainda é possível notar desproporções nos indicadores. Comparando a região Norte, historicamente a menor taxa de conclusão (40,4%), com a Sudeste, mais elevada (64,4%), a diferença é de 24 pontos porcentuais.

Observando o recorte de renda, a desigualdade entre os 25% mais ricos e mais pobres da população é de 48,1 pontos porcentuais. Em dez anos, a diferença caiu 14,3 pontos porcentuais, em especial na região Centro-Oeste. Porém, a redução está relacionada com a estagnação do índice na parte mais rica dos habitantes.

(Da redação)