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OGX vende sua unidade no Maranhão

Segundo termos do contrato, haverá um aumento de capital na unidade no valor de R$ 250 milhões. Acordo envolverá a Eneva, a Cambuhy Investimentos e a E.ON

Por Da Redação - 31 out 2013, 10h50

A OGX, petroleira de Eike Batista, assinou a venda de sua unidade maranhense nesta quinta-feira, um dia após ter entrado com pedido de recuperação judicial. Os compradores serão a Eneva Energia, ex-MPX, sua controladora alemã E.ON e a Cambuhy Investimentos. Ao todo serão investidos 250 milhões de reais na unidade do Maranhão da petroleira, via aumento de capital. Deste montante, a E.ON entrará com 50 milhões de reais e a Cambuhy, que tem entre os sócios a família Moreira Salles, injetará 200 milhões de reais em subscrição de ações da OGX Maranhão. Além disso, a Cambuhy assumirá uma dívida da unidade maranhense com a OGX no valor de 144 milhões de reais.

A Eneva já detém 33,3% das ações da OGX Maranhão. Na segunda-feira, informou a assinatura de um acordo com os credores da petroleira para comprar, no ano que vem, a fatia restante, de 66,6%, que ainda estava em posse da OGX. Os ativos maranhenses são blocos exploratórios terrestres de gás na Bacia do Parnaíba. Os campos de gás no Maranhão estavam entre as últimas opções disponíveis para Eike obter recursos e evitar o colapso de sua endividada petroleira OGX.

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Em comunicado, a Eneva disse nesta quinta que o objetivo da transação é assegurar a continuidade do fornecimento de gás natural para suas usinas termelétricas no Complexo Parnaíba. Além disso, a empresa também quer avançar com a campanha exploratória de gás conforme planejado. Segundo a empresa, a unidade de Exploração e Produção da E.ON contribuirá com expertise técnica e operacional ao negócio.

O acordo ainda depende dos avais do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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Etapas – A saída da OGX se dará apenas na segunda etapa das três fases que envolvem o acordo. Primeiramente, no ato do aumento de capital, está prevista a diluição da própria participação da Eneva e da OGX. Após a subscrição de novas ações, Cambuhy e OGX terão cada uma 36,36% da subsidiária do estado do Maranhão, enquanto a E.ON possuirá 9,09% e a Eneva, os 18,18% restantes.

Em um segundo momento, está previsto que a Cambuhy adquira as demais ações que a OGX ainda detém na OGX Maranhão pelo mesmo preço da etapa do aumento de capital. Será ao final desta transação que a OGX sairá totalmente da unidade. Assim, a Eneva ficará com 18% da participação da OGX Maranhão, a E.ON com 9% e o Cambuhy com 73%.

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Porém, o acordo não acaba aí. Uma terceira etapa que também está prevista é a opção de compra, em até dois anos, pela Eneva e pela E.ON das ações da unidade maranhense em posse da Cambuhy. A intenção é que as duas últimas atinjam, juntas, uma fatia de 33,33% dos negócios da OGX Maranhão. Para esta fase, os três assinaram entre si um novo acordo de acionistas que começará a valer após a conclusão do aumento de capital.

(com agências Reuters e EFE)

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