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Não há risco de ciclo de desemprego, diz Mantega

Ministro chamou de alarmistas notícias sobre a redução do ritmo de expansão no emprego

Por Da Redação - 26 Jul 2013, 10h25

Apesar da alta da taxa de desemprego em junho, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira, 25, que não há risco de um ciclo de desemprego no Brasil. Para ele, o índice medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve fechar 2013 em um dos patamares mais baixos da série histórica.

“A situação do desemprego é estável no país”, disse o ministro depois de reunião com o ministro do Trabalho, Manoel Dias. Mantega previu que o emprego continuará crescendo, mas admitiu que o ritmo será menor que as taxas registradas nos últimos anos, refletindo uma economia mais desaquecida. Na avaliação do ministro, qualquer número próximo a 1 milhão de novos postos de trabalho com carteira assinada é excelente.

A taxa de desemprego teve a primeira alta anual desde 2009, passando de 5,9% em junho de 2012 para 6% no mês passado. Mesmo assim, Mantega classificou como alarmistas as notícias sobre o desemprego.

Nesta semana, o ministério do Trabalho revisou para baixo a previsão de aumento do número de vagas de empregos formais no Brasil em 2013, reduzindo de 1,7 milhão para 1,4 milhão. “Não é possível manter o ritmo do emprego que tínhamos antes. Não temos mão de obra qualificada para manter esse ritmo. Daqui para frente, será menos”, afirmou Mantega.

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Seguro-desemprego – O ministro afirmou também que o governo apresentará na próxima reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) voto contrário à elevação do seguro-desemprego para benefícios acima de um salário mínimo. “Não cabe mudanças. Isso aumentaria os gastos.” No entanto, ele lembrou que o Codefat é um órgão tripartite, com a participação dos trabalhadores e empregadores.

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No início da semana, o Ministério do Trabalho informou que o conselho deveria aprovar no dia 31 de julho um reajuste do benefício, com o sinal verde da Fazenda. O aumento viria com a mudança na fórmula de cálculo, que hoje é apenas a variação do INPC. A correção passaria a ser a mesmo do salário mínimo, que considera a inflação do ano anterior e o crescimento da economia de dois anos antes. Na prática, o reajuste, que era de 6,2%, passaria para 9%.

(com Estadão Conteúdo)

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