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Investimento recua 11,2% no 2º trimestre e pesa sobre PIB

Queda do indicador de Formação Bruta de Capital Fixo contribuiu para desempenho negativo do PIB brasileiro, que recuou 0,6% no segundo trimestre

O indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que indica os investimentos, caiu 11,2% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, a FBCF recuou 5,3%. A taxa de investimento no segundo trimestre de 2014 foi de 16,5% do Produto Interno Bruto (PIB), inferior à taxa observada em igual período do ano anterior (18,1%). As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado do primeiro trimestre do PIB brasileiro foi revisado para queda de 0,2% e entre abril e junho o país teve retração de 0,6%, na comparação trimestral. Isso significa que o Brasil entrou em recessão técnica, com dois resultados trimestrais seguidos negativos.

Do lado da oferta, o setor da indústria foi o setor que mais pesou para o resultado negativo. O PIB industrial caiu 1,5% no segundo trimestre em relação ao primeiro deste ano e teve retração de 3,4% na comparação anual. No caso do setor de serviços, houve recuo de 0,5% na comparação trimestral e um leve crescimento de 0,2% na comparação anual. O PIB da agropecuária subiu 0,2% no segundo trimestre em relação ao primeiro e não registrou variação na comparação com o mesmo período de 2013.

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Segundo semestre não deve mostrar alívio

O PIB é analisado pelos economistas sob duas óticas distintas: a da oferta, representada pelo setor produtivo (agropecuária, indústria e serviços) e a dos gastos, representada por investimentos, consumo das famílias, gastos do governo e balança comercial (exportações menos importações).

(Com Estadão Conteúdo)