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Inflação só deve recuar no 2º semestre

Contaminação dos aumentos disseminados de preços não deve dar trégua nos primeiros meses de 2016, preveem economistas

Por Da Redação
2 jan 2016, 15h37

A inflação de dois dígitos será uma má recordação de 2015, mas também promete deixar uma herança maldita para 2016. A contaminação dos aumentos disseminados de preços não deve dar trégua nos primeiros meses do ano. Como resultado, a inflação oficial só deve começar a recuar com mais intensidade a partir do segundo semestre, apesar do cenário de recessão na economia e juros altos.

Nos 12 meses encerrados em novembro de 2015, a alta de 10,48% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve forte influência dos preços do governo. Na lista de dez maiores impactos, cinco são bens ou serviços administrados: energia elétrica, gasolina, plano de saúde, ônibus e gás de botijão.

“Os reservatórios ainda estão abaixo do nível aceitável, então a energia elétrica deve pressionar a inflação. Ônibus urbano tende a não subir em alguns lugares, porque é ano eleitoral. A gasolina também não deve ter novos aumentos”, avaliou o economista Marcel Caparoz, da RC Consultores. Em São Paulo, porém, os governos estadual e municipal já anunciaram que as tarifas de metrô, ônibus e trem vão passar de 3,50 reais para 3,80 reais a partir de 9 de janeiro.

Se por um lado os preços administrados entrarão 2016 com menos força em comparação ao tarifaço promovido no início de 2015, a contaminação vinda do câmbio e o repasse das perdas com a inflação no ano anterior devem fazer bens e serviços voltarem a pesar no bolso das famílias.

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“O dólar veio subindo forte nos últimos meses de 2015, o que encarece insumos e produtos importados”, disse Caparoz. O câmbio afeta desde alimentos até produtos como maquiagens e artigos de limpeza. O pão francês, por exemplo, subiu 11,23% até novembro, isso porque boa parte do trigo usado no Brasil é importado.

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A indexação, herança dos períodos de inflação elevada na história da economia brasileira, também deve realimentar os preços de alguns itens em 2016. Alguns são reajustados por contratos indexados à inflação, como o aluguel residencial, que em geral usa como referência o IGP-M, índice geral de preços calculado pela FGV.

Por conta dessas pressões, a RC prevê que o IPCA encerre 2016 aos 7%, ainda acima do teto da meta do governo, de 6,5%. Na média, os analistas ouvidos pelo Boletim Focus também esperam novo rompimento do teto da meta, com inflação de 6,86%. O Banco Central já vinha dando sinalizações de que seu objetivo de levar a inflação à meta de 4,5% em 2016 não poderia ser cumprido.

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(Com Estadão Conteúdo)

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