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ENTREVISTA-Brics rejeitam sanção ao Irã, diz sul-africano

Por Da Redação
28 mar 2012, 14h53

NOVA DÉLHI, 28 Mar (Reuters) – Os países que integram o grupo Brics concordaram que não estão alinhados a sanções “unilaterais” adotadas contra o Irã, medidas que ameaçam elevar os preços globais do petróleo e podem resultar em interrupções no fornecimento, afirmou nesta quarta-feira o ministro do Comércio da África do Sul, Rob Davies.

O país reduziu sua dependência da compra de petróleo do Irã, quinto maior exportador mundial, e está tentando de maneira proativa diversificar suas aquisições, afirmou Davies à Reuters, no intervalo de uma cúpula do Brics na capital indiana.

O grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reúne na capital indiana em meio à pressão ocidental para reduzir as importações de petróleo como parte das sanções adotadas devido às suspeitas de que o país estaria construindo armas nucleares.

China e Índia são os maiores compradores de petróleo iraniano.

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“Acho que todos concordamos com a proposta, a terminologia adotada, de que se há sanções do Conselho de Segurança da ONU então estamos todos vinculados a elas. Mas se há sanções adotadas unilateralmente por outros países, elas não deveriam se aplicar a nós”, disse Davies após uma reunião de ministros do Comércio do Brics.

SEM ROMPER LAÇOS

Até o momento, China e Índia resistiram publicamente aos pedidos dos EUA para redução de importações do petróleo iraniano. Os EUA isentaram o Japão e dez nações da UE das sanções financeiras porque eles reduziram suas compras, mas a Índia e a China ainda sofrem o risco de tais medidas.

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No encontro dos Brics nesta semana, durante o qual é esperado que os países lancem um plano conjunto para um banco de desenvolvimento, o ministro do Comércio da Índia, Anand Sharma, disse que o país não pode simplesmente “romper” laços com o Irã. Seu colega chinês, Chen Deming, disse que a China não “é obrigada a seguir nenhuma lei doméstica ou regras de nenhum país em particular”.

“Se os preços continuarem a subir, isso definitivamente não será boa notícia para os Brics, assim como para outros países no mundo”, disse ele a repórters no encontro, acrescentando que os altos preços poderão afetar a recuperação da economia global.

A África do Sul não importou petróleo do Irã em janeiro, de acordo com dados de comércio e alfândega, o que sugere que a maior economia do continente africano está atendendo aos apelos norte-americanos.

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(Reportagem de Matthias Williams)

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