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Emissão de títulos italianos capta 5,2 bi de dólares

Por Giuseppe Cacace
13 set 2011, 14h54

A Itália captou nesta terça-feira 3,865 bilhões de euros (5,256 bilhões de dólares) em uma emissão de títulos com vencimento para cinco anos, uma operação com taxa de juros de 5,60%, uma forte alta na comparação com a última emissão similar (4,93%).

O ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, anunciou antes da emissão que se reuniu na semana passada com o presidente do fundo soberano chinês CIC, num momento em que a Itália é pressionada pelos mercados financeiros. Rumores disseram que a Itália pediu para que a China comprasse títulos da dívida do país. O governo italiano, no entanto, negou ter feito tal pedido ao fundo chinês.

Além da operação a cinco anos, a Itália captou 688 milhões de euros na emissão de títulos a sete anos, com juros de 5,59% (4,95% na última operação similar); 740 milhões em títulos com vencimento em fevereiro de 2020 a juros de 5,49% (3,48% na operação anterior); e 1,192 bilhão em bônus com vencimento em setembro de 2020 a 5,47% de juros (contra 3,92%).

“Não houve nenhuma operação especial com a China para a compra de bônus, tivemos simplesmente reuniões institucionais, previstas há tempos para analisar possíveis investimentos na Itália, em particular no setor industrial”, disse o secretário de Estado de Economia italiano, Antonio Gentile.

Nas últimas semanas, as intervenções do Banco Central Europeu (BCE) no mercado de obrigações conseguiram atenuar por um tempo a pressão sobre as taxas italianas.

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Contudo, os temores dos investidores sobre a dívida europeia voltaram a colocar em dificuldade este país, que é a terceira maior economia da Zona Euro.

Os mercados também não se sentiram aliviados pelo plano de ajuste elaborado pelo Governo italiano, que previu cortes de 54,2 bilhões de euros até 2013 e será submetido a um voto de confiança na quarta-feira no Parlamento.

Essa situação se refletiu na taxa de 5,6% que o Tesouro italiano teve que oferecer nesta terça-feira para captar os 3,865 bilhões de euros (5,256 bilhões de dólares) com bônus a 5 anos.

O governo chinês disse nesta terça-feira que tem total “confiança na economia europeia e no euro”, mas não deu declarações sobre eventuais transações com a Europa.

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