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Déficit em transações correntes é recorde em julho

De acordo com o Banco Central, o país registrou déficit de 9,018 bilhões de dólares, ante previsão de 8,4 bilhões de dólares

Por Da Redação
23 ago 2013, 12h59

O Brasil registrou déficit em transações correntes de 9,018 bilhões de dólares em julho, o maior da história para o mês. Com isso, o saldo negativo dos sete primeiros meses de 2013 se aproxima do déficit acumulado em todo o ano passado. De janeiro a julho, as transações correntes do país registraram saldo negativo de 52,472 bilhões de dólares, bem próximo do déficit de 54,230 visto em todo o ano de 2012. No acumulado em 12 meses, o déficit em conta corrente do país ficou em 3,39 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Além disso, mais uma vez, os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) não cobriram o rombo da conta corrente do país, abalada, sobretudo, pelo fraco desempenho comercial, mostrou o Banco Central nesta sexta-feira.

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O resultado do mês passado também ficou acima do saldo negativo de 8,4 bilhões de dólares previsto pelos economistas consultados pela Reuters. Ficou acima também do déficit de 3,746 bilhões de dólares, de julho de 2012.

Os dados mostram que a conta corrente segue castigada pelo desempenho ruim da balança comercial, que nos sete primeiros meses de 2013 acumula déficit de 4,989 bilhões de dólares. Só em julho, o Brasil teve déficit comercial de 1,898 bilhões de dólares.

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As remessas de lucros e dividendos feitas por multinacionais instaladas no país também continuam pesando, somando 1,215 bilhão de dólares no mês passado, ante 1,719 bilhão de dólares em igual mês de 2012.

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Ainda segundo o BC, apesar do dólar mais alto, os gastos líquidos de brasileiros no exterior com viagens atingiram 1,674 bilhão de dólares em julho, maiores que os gastos de 1,464 bilhão de dólares em igual mês de 2012.

IED – O rombo no mês mais uma vez não foi financiado pelo IED no país, que somou 5,212 bilhões de dólares no mês passado. No ano, o IED está acumulado em 35,239 bilhões de dólares.

Dólar pesa – Os indicadores das contas externas também sofrem a influência da valorização do dólar, que somava mais de 20% desde maio. A escalada da moeda norte-americana é alimentada pelas incertezas que cercam a retirada de estímulos monetários da economia dos Estados Unidos e pela desconfiança com a atual política econômica do país.

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Para segurar a disparada da divisa, o BC anunciou na noite de quinta-feira programa de intervenção diária no mercado de câmbio até o fim de dezembro, estimado no equivalente a 60 bilhões de dólares por meio de leilões de swap cambial tradicional e de leilão de linha. “É preciso aguardar. O câmbio tem tido certa volatilidade e, persistindo essa volatilidade, é natural que haja alguma reação em algumas contas”, afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

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Reservas internacionais – As reservas internacionais em caixa alcançaram 372 bilhões de dólares, aumento de 2,6 bilhões de dólares em relação ao mês anterior.

Dívida externa – A posição estimada da dívida externa total referente a julho caiu para 314,1 bilhões de dólares, queda de 1,1 bilhão de dólares em relação ao montante estimado para junho de 2013.

(com agência Reuters)

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