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Bolsas da Europa fecham em queda

Por Da Redação
5 jul 2012, 14h25

Por Clarissa Mangueira

Londres – As principais bolsas europeias encerraram em queda nesta quinta-feira, afetadas por comentários negativos sobre a perspectiva econômica do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, apesar de quatro Bancos Centrais anunciarem medidas estímulo econômicos há muito aguardadas pelos mercados. O índice Stoxx Europe 600 fechou em queda de 0,2%, aos 256,93 pontos.

O BCE anunciou hoje que reduziu sua taxa de depósito overnight e a taxa para concessão de empréstimo em 0,25 ponto porcentual, cada, para 0% e 1,50%, respectivamente. O banco também cortou sua principal taxa de juros para 0,75%, uma mínima histórica, de 1%.

Em uma entrevista coletiva após o BCE anunciar sua decisão, o presidente da instituição, Mario Draghi, sinalizou que o banco não pretende implementar uma nova operação de refinanciamento de longo prazo (LTRO, na sigla em inglês). Ele reiterou que o efeito total das grandes injeções de liquidez no sistema bancário ainda será sentido e alertou que a instituição não pode fazer mais nada para que as pessoas queiram tomar empréstimos e investir.

Draghi disse que a decisão do banco de reduzir a taxa de juros da zona do euro para o menor patamar histórico reflete a materialização da desaceleração econômica que a instituição temia. Segundo ele, o crescimento na região continua fraco e que as pressões de preços “devem continuar em linha com a estabilidade de preços no médio prazo”.

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A consultoria Spreads Capital disse que o presidente do BCE fez um quadro muito sombrio das perspectivas econômicas, o que pesou sobre o sentimento dos investidores. Traders também atribuíram a queda dos índices acionários europeus ao movimento surpresa e agressivo da China de cortar as taxas de juros pela segunda vez em menos de um mês, alimentando temores sobre o crescimento do país.

Antes do BCE divulgar sua decisão, o Banco da Inglaterra (BoE) e o Banco do Povo da China (PBOC) anunciaram medidas para combater a crise. O BoE manteve a taxa de juros em 0,5% e decidiu aumentar o tamanho do seu programa de compras de ativos em 50 bilhões de libras (US$ 78 bilhões), para um total de 375 bilhões de libras (US$ 585 bilhões). O Banco Central China informou que vai reduzir a taxa de referência para empréstimos de um ano em 0,31 ponto porcentual, para 6,0%, e a taxa de referência para depósitos de um ano em 0,25 ponto porcentual, para 3,0%.

O Banco Central da Dinamarca também afirmou nesta quinta-feira que reduziu a taxa de depósitos bancários de 0,05% para -0,2%, e a principal taxa de desconto de 0,45% para 0,2%. A taxa de conta corrente ficou inalterada em 0%.

O índice DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, recuou 0,45%, ou 29,24 pontos, para 6.535,56 pontos. As ações da Volkswagen fecharam com alta de 5%, com a notícias que a montadora comprará em agosto a parte da Porsche Automobil Holding SE que ainda não possui. As ações da Porsche caíram 1,2%.

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Em Paris, o índice CAC 40, caiu 1,17%, ou 38,39 pontos, para 3.229,36 pontos. Entre os papéis em destaque: Total (-1,1%) e BNP Paribas (-2%).

Em Londres, o índice FTSE 100 fechou perto da estabilidade, com alta de 0,14%, ou 8,16 pontos, para 5.692,63 pontos, após o BOE anunciar um aumento do programa de compras de bônus. Barclays (+1,33%) e Xstrata (+3,05).

Na Bolsa da Milão, o índiceFTSE MIB recuou 2,03%, ou 292,46 pontos, para 14.088,74 pontos. Os papéis dos bancos tiveram os piores desempenhos. UniCredit (-5,13%),Intesa Sanpaolo (-4,40%) eMonte dei Paschi di Siena (-4,40%).

O índice Ibex 35, da Espanha, encerrou em queda de 2,99%, ou 214,30 pontos, para 6.954,20 pontos, pressionado pelos papéis dos bancos: BBVA (-4,81%), Santander (-3,94%) e Bankia (-2,58%).

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O índice PSI20, na Bolsa de Lisboa, caiu 1,67%, ou 82,66 pontos, para 4.863,18 pontos.As informações são da Dow Jones.

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