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Sequestrador de Ana Hickmann pode ter sofrido transtorno psicótico

Para psiquiatra forense, casos como o do fã obcecado que fez a apresentadora como refém em um hotel de Belo Horizonte são movidos por delírios erotomaníacos: quando a pessoa acredita que tem alguma relação com a figura que admira

Por Maria Carolina Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 5 jun 2024, 01h42 - Publicado em 24 Maio 2016, 16h55

A história da apresentadora Ana Hickmann, feita refém por um fã obcecado em um episódio que terminou com a morte do sequestrador, pode ter sido um caso de transtorno psicótico, segundo especialistas. Rodrigo Augusto de Pádua, o fã, tinha 30 anos e um perfil no Instagram inteiramente devotado à ex-modelo, com quem ele talvez acreditasse manter uma relação.

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“Na maioria das vezes, o caso de perseguição às celebridades é motivado por um transtorno mental, sobretudo psicótico. Entre 80% e 90% dos casos de perseguição a famosos, há a presença desse transtorno”, diz o psiquiatra forense Daniel Martins de Barros. “E há também o que se chama de erotomania: quando a pessoa tem a crença, sem nenhuma correspondência necessária com a realidade, de que possui envolvimento romântico com uma figura de posição mais elevada, de maior poder ou projeção. E ela ‘confirma’ esse delírio a partir de uma percepção distorcida da realidade. A personalidade pisca na TV e ela pensa que é para ela, ou publica algo nas redes sociais e a pessoa pensa que é direcionado a ela, por exemplo.”

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A Ana Hickmann, Rodrigo Augusto de Pádua teria se queixado de ter sido abandonado por ela: a apresentadora teria alimentado a paixão dele pelas redes sociais e depois o deixado de lado. À conversa entre o fã e a ex-modelo, no quarto de hotel onde Rodrigo rendeu a todos com uma arma, seguiu-se uma luta corporal entre ele e Gustavo Correa, cunhado de Ana e marido de sua assessora, Giovana. Gustavo conseguiu desarmar o fã e o acertou com três tiros, dois deles na cabeça.

A psicóloga Maria Angélica Comins, especializada em medicina comportamental e terapia cognitiva, concorda com Daniel. “Pode ter sido um transtorno delirante, que pode ser categorizado como transtorno psicótico e não tem muita explicação lógica”, diz. Segundo ela, a família de Rodrigo pode nunca ter desconfiado de nada porque este pode der sido o seu primeiro episódio psicótico. “Muitas vezes, o transtorno é subdiagnosticado.”

Já se ele seria capaz de atentar contra a vida de Ana Hickmann, Maria Angélica acha difícil afirmar. “Talvez ele se voltasse contra os outros que estavam no quarto para ficar sozinho com aquela que era a sua paixão.”

Controlar o que fãs vão pensar ou sentir por uma celebridade não é possível, mas uma menor exposição nas redes sociais pode contribuir para uma maior segurança, dizem os especialistas.

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