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Netflix e instituto criam fundo de ajuda para o audiovisual brasileiro

Empresa americana doou 5 milhões de reais destinados a trabalhadores do setor criativo prejudicados pela pandemia

Por Tamara Nassif - 14 abr 2020, 15h36

A Netflix e o Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros (ICAB) criaram um fundo emergencial de 5 milhões de reais para ajudar trabalhadores e profissionais autônomos que atuem no audiovisual brasileiro prejudicados pela crise do coronavírus. Serão até 5.000 beneficiados, de produtores e assistentes a maquiadores e figurinistas, a receberem um depósito único no valor de 1.045 reais, um salário mínimo.

A doação da plataforma de streaming americana faz parte dos 100 milhões de dólares anunciados no dia 20 de março para ajudar a comunidade criativa global. O objetivo é tentar conter a onda de desemprego na cadeia de profissionais do audiovisual em países de grande base de produção, como Brasil e Inglaterra, que, no mês passado, contou com o equivalente a 1,2 milhão de dólares doados a um fundo de apoio a freelancers denominado “Covid-19 Film and TV Emergency Relief Fund”.

A ajuda mira principalmente profissionais que recebem por semana e não têm contratos profissionais fixos. A partir do dia 28 de abril e com duração de dois meses – ou até que os recursos se esgotem –, os interessados em receber o fundo podem se inscrever em um formulário online na página do ICAB (icabrasil.org) e serão avaliados em até dez dias por um comitê de revisão.

“A comunidade criativa brasileira sempre recebeu muito bem a Netflix e agora queremos fazer nossa parte para ajudar quem precisa de apoio neste momento sem precedentes”, disse o vice-presidente de produções originais para América Latina da Netflix, Francisco Ramos.

Apesar do crescimento da audiência na TV e do streaming, a crise causada pela pandemia do coronavírus também afetou este mercado. A Netflix, por exemplo, teve que suspender gravações. Com a crise econômica, a diminuição de assinaturas pode causar um problema ainda mais profundo no mercado do audiovisual, que segue parado enquanto as medidas de isolamento social continuam sendo a melhor prevenção contra a doença.

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