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Medina quer exibir Rock in Rio 2015 em telões pelo Brasil

Idealizador do festival diz que este é seu sonho para comemoração dos 30 anos, que deve ter transmissão simultânea na Times Square, em Nova York

Por Pollyane Lima e Silva, do Rio de Janeiro 21 set 2013, 16h54

O Rock in Rio deu o start para 2015. Em coletiva de imprensa realizada neste sábado (penúltimo dia de evento), Roberto Medina revelou o primeiro plano para a edição que vai comemorar 30 anos de festival. “Quero espalhar grandes telões por várias cidades do Brasil, para fazer uma transmissão ao vivo, e de graça, sobre tudo o que estiver acontecendo na Cidade do Rock. É um sonho, ainda não sei se vou conseguir”, declarou o idealizador de todo o projeto. Imediamente, Roberta, a filha e vice-presidente do Rock in Rio, acrescentou: “Falou, virou compromisso. Produção, prepare-se”.

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Medina diz estar pensando, por exemplo, nos 2,2 milhões de pessoas que estavam on-line no site de venda dos ingressos deste ano e não conseguiram comprar. “Queremos levar o Rock in Rio a quem não pode estar vivendo esta experiência no Rio de Janeiro.” E ele não está falando apenas de Brasil, neste caso. O projeto é fazer uma transmissão simultânea em plena Times Square, a mais famosa avenida de Nova York, que ganhará uma pequena reprodução da Cidade do Rock. “O que estiver acontecendo lá também será passado ao vivo para cá”, detalha. Para o mesmo ano, ainda está sendo negociada um festival em Las Vegas.

Sobre atrações, ele não adianta nada. Diz apenas que estão sendo feitas pesquisas diárias para saber quem o público quer ver daqui a dois anos. Faltando oito meses para a nova edição, outro levantamento será feito. Só a partir daí, Medina vai atrás dos músicos – que terão, ainda, uma pitada de seu gosto pessoal. Para este ano, Beyoncé tinha sido a mais votada, enquanto Justin Timberlake e Bruce Springsteen foram escolhas do presidente do Rock in Rio. “O dono também tem que ter poder de voto”, brinca, confiante da sua decisão. “O show do Bruce vai ser o melhor de todos”, aposta, sobre astro que fecha o Palco Mundo neste sábado.

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Público – Também foi decisão única e exclusiva do dono reduzir em 15% o público do evento – de 100.000 em 2011 para 85.000 este ano. Roberta conta que ela mesma foi contra. “Preciso admitir que fez toda a diferença. A Cidade do Rock flui melhor.” Medina se orgulha do acerto, mas deixa escapar que este pode ainda não ser o número ideal: “Se eu tivesse que fazer alguma coisa, diminuiria mais 5.000”. Ele conta que não se importou com as manifestações contrárias, porque sabia que somente dessa forma seria possível ter maior controle do festival. “Claro que do lado empresarial, você perde bastante, mas o dinheiro é apenas consequência de se entregar um bom produto. Apanhei muito, mas sempre entregue meu sonho.”

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