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Ex-Charlie Brown Jr. nega estar se aproveitando da morte de Chorão: ‘banda não era só dele’

Baixista Champignon, que assumirá os vocais do novo grupo A Banca, diz já ter planos de turnê, músicas ensaiadas e participações em programas de TV

Por Carol Nogueira e Meire Kusumoto 11 abr 2013, 17h47

O anúncio de que os ex-integrantes do Charlie Brown Jr. decidiram formar uma nova banda depois da morte de Chorão chocou fãs do grupo nesta quinta-feira. O A Banca surge pouco mais de um mês depois de o músico ter sido encontrado morto em seu apartamento em Pinheiros, no dia 6 de março, os seus ex-colegas. Muitos reclamam que Champignon, Thiago Castanho e Bruno Graveto, além da nova baixista Lena Papini, aproveitaram o período de luto para preparar o lançamento. Em tempo recorde, a nova banda tem planos de turnê, músicas do Charlie Brown Jr. ensaiadas e participações em programas de TV agendadas. No entanto, o baixista Champignon, que fundou o Charlie Brown Jr. junto com Chorão em 1992, nega que o anúncio de A Banca tenha sido uma jogada oportunista diante da comoção gerada pela morte repentina do vocalista.

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“A banda era nossa, o legado não era só dele. Ninguém está roubando nada de ninguém”, disse Champignon em entrevista ao site de VEJA. “Como a gente vai ficar parado sem fazer nada? É triste, mas a vida segue, as coisas continuam “, afirmou o músico. Segundo ele, a decisão teve também um peso financeiro. “São mais de vinte famílias que dependem da banda.”

De acordo com Champignon, a decisão de mudar o nome do grupo partiu dele e do guitarrista Thiago Castanho, que acreditavam que, sem Chorão, seria impossível continuar como Charlie Brown Jr. “A Banca é o Charlie Brown Jr. modificado”, diz. Ele conta que o grupo tem ensaiado cerca de oito músicas do Charlie Brown Jr., e que devem sair em uma turnê em homenagem a Chorão até que um novo disco seja lançado. A estreia oficial do grupo está marcada para ocorrer no programa Altas Horas, da Globo, que vai ao ar na madrugada deste sábado para o domingo.

Drogas – O músico falou ainda sobre o fato de Chorão ter morrido de overdose de cocaína, conclusão atestada por laudo divulgado pelo IML na semana passada. “As drogas existem na sociedade há muito tempo e a morte de Chorão abriu os olhos do Brasil para este problema. Não é o primeiro amigo que perdemos para as drogas e provavelmente não vai ser o último. O tratamento é difícil, por causa do preconceito. Que isso sirva de exemplo pra sociedade de modo geral. É preciso dar muita atenção e carinho para quem tem esse problema”, diz.

Ex-mulher – Champignon falou também sobre Graziela, viúva de Chorão, de quem o músico estava separado há cerca de cinco meses quando morreu. “Ela está sentindo uma dor muito grande. No último ano de vida dele, nós quase não tivemos contato, porque ele se isolou, mudou completamente a postura, mas não houve brigas”.

Champignon disse ainda que Chorão sofreu muito com o fim do casamento. “Ele estava muito triste, mas a gente achou que ele fosse superar”, diz. Já o filho de Chorão, Alexandre, de 23 anos, foi acolhido pelos membros do Charlie Brown Jr. “Ele é nosso filho também. Perdeu um pai, mas ganhou outros vinte. Está sendo muito difícil pra ele, temos que cuidar do moleque. Ele vai viajar com a gente quando fizermos turnê”, conta.

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