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“Dei porrada”, diz Cleo Pires sobre boato nos anos 90

Atriz conta como lidou com notícia falsa sobre caso com padrasto

Por João Batista Jr. Atualizado em 28 mar 2018, 14h18 - Publicado em 28 mar 2018, 11h52

Décadas antes da disseminação do termo fake news, a atriz Cleo Pires vivenciou a dor de ter sido alvo de um boato cruel: o de que sua mãe, Gloria Pires, a flagrou com o padrasto Orlando Morais na cama. O ano era 1998 e ela tinha apenas 15 anos de idade. A família, desde então, desmentiu fortemente o rumor. Em entrevista publicada na última edição da revista VEJA, Cleo volta a encarar o assunto. Na conversa (em que fala também sobre a nova carreira de cantora, a relação com o pai Fábio Jr., como viu as fake news a respeito de Marielle Franco e outros temas) ela conta como lidou com essa fase difícil:

Como foi ser vítima de uma fake news quando essa expressão ainda nem existia? Antes se chamava boato, mas o nome pouco importa. Tínhamos acabado de voltar de uma viagem a Portugal e à Califórnia, onde visitamos Los Angeles, cidade pela qual nos apaixonamos. Pensamos, ainda nos Estados Unidos, em morar lá por um tempo. Quando chegamos ao Brasil, veio essa bomba: soubemos do que havia sido publicado. Foi muito difícil. Não conseguimos entender não só pela barbaridade, mas também pela disposição das pessoas em acreditar e odiar as vítimas da mentira.

Como você reagiu? Eu, então com 15 anos, era muito nova e muito rebelde, então meti o pé na porta. Para a opinião pública, a mentira me pôs na posição de ninfeta doida, e meu pai virou um pedófilo e traidor da rainha do Brasil, a minha mãe. Eu não queria passar nenhum tipo de dor para o meu pai Orlando, pois ele já estava sofrendo demais. Se eu falasse alguma coisa, ele tomaria minhas dores e sofreria ainda mais. Resolvi à minha maneira. As pessoas que me xingavam na rua apanhavam. Dei porrada. Em outro campo, entramos com uma ação contra quem publicou. Ganhamos o processo e decidimos morar um tempo nos Estados Unidos.

Ficou algum trauma dessa mentira? Poderia traumatizar uma menina de 15 anos, mas não quando se tem uma família sólida. Quando você escolhe amar aquelas pessoas, nada derruba a união.

 Confira aqui a entrevista completa:

Cleo Pires: “Não sei como é ter um pai só”

Cleo se lança como cantora: “Sou um paradoxo ambulante” Lailson Santos/VEJA
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