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Celebridades (nada) sustentáveis

Por Carol Nogueira - 9 jun 2012, 08h36

A conferência sobre o clima Rio+20, com início marcado para o dia 13, deve receber uma série de celebridades que adoram uma causa ecológica. A modelo Gisele Bündchen, por exemplo, já está no Rio de Janeiro. E, embora a organização do evento não confirme, especula-se que gente como os atores Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Arnold Schwarzenegger vai passar pela cidade durante a conferência. Mas, não se engane: boa parte desse discurso “ambientalmente correto” é vazio, quando não marqueteiro.

À maioria dessas celebridades se aplica o ditado “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Eles adoram exibir seu carro híbrido, mas escondem uma coleção de carrões (à gasolina, claro) na garagem. Dizem que andam de bicicleta para não poluir ainda mais as ruas, mas fazem fortuna investindo em ações de petrolíferas. Divulgam viagens em voos comerciais, mas sobem em um jatinho particular na primeira oportunidade.

Como em tantas outras coisas, as celebridades repetem as boas e as más ações da “gente comum” – só que de maneira espetaculosa. Ser ecologicamente correto é difícil. Falar é mais fácil que fazer. Quem nunca ficou aqueles cinco minutinhos a mais no chuveiro em um dia frio, sabendo que a água do planeta pode estar acabando? A diferença é que as extravagâncias das as celebridades tendem a ser muito maiores – bem como a tal “pegada ambiental” que elas deixam para trás.

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