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Casas noturnas mudam programação para exibir o último capítulo de ‘Avenida Brasil’

Telões e TVs fazem parte do cardápio de bares e restaurantes na sexta-feira, quando serão revelados os destinos de Carminha, Nina e Tufão

Por Cecília Ritto e Pollyane Lima e Silva - 18 out 2012, 12h02

Nem Copa do Mundo nem Olimpíada. Nada de debate entre candidatos ou mensalão. O programa oficial de sexta-feira à noite, que mobiliza bares, restaurantes e casas noturnas, é a revelação do destino de Carminha, seus inimigos e seus cúmplices, em Avenida Brasil. No Rio de Janeiro, a lógica dos comerciantes é a velha “se não pode vencê-los, junte-se a eles”. A trama de João Emanuel Carneiro está no cardápio, e ganha pontos quem anuncia TVs e telões para exibir o último capítulo da novela.

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A casa noturna Miranda, na Lagoa, atrasará o show da noite, de Mafalda Minozzi, em uma hora. As atrações normalmente começam às 21h30. Mas a música só vai rolar depois do término de Avenida Brasil – e os artistas terão de se contentar com o falatório sobre o desfecho da novela. Frequentada por globais, a Miranda exibirá o último capítulo em seis televisores e num telão. A direção do estabelecimento decidiu se juntar a Avenida Brasil depois que, na bilheteria, quem comprava os ingressos a 179 reais perguntava: “Vai passar a novela?”

A boate Nuth, na Barra da Tijuca, terá oito TVs ligadas na Globo no horário das 21h às 22h30 – ou até terminar a novela, coisa que, no último capítulo, costuma se estender até perto das 23h. A Nuth normalmente abre às 21h, com música ambiente. Mas, nesta sexta-feira, o ruído de fundo será do falatório no Divino.

O teatro Rival, no centro, uma das casas de shows mais tradicionais da cidade, também cederá o telão para Avenida Brasil. O Rival existe há 76 anos e atualmente é coordenado pelas atrizes Ângela Leal e Leandra Leal. Por lá passaram Grande Otelo, Oscarito, Paulo Gracindo, Dercy Gonçalves, Cássia Eller, Maria Gadu e outros nomes da MPB. Na sexta, às 19h30, o show será da cantora de samba Teresa Cristina. Ela pediu à direção do teatro que o último capítulo fosse transmitido. Mas, no Rival, os horários se invertem: o show terminará a tempo de Avenida Brasil começar.

Os bares da cidade também estarão com as televisões ligadas. O Clipper, no Leblon, onde as pessoas costumam se reunir para assistir aos jogos de futebol, sintonizará na novela – na sexta-feira e no sábado, na reapresentação do último capítulo.

Exibir a novela é só parte do espetáculo para a boate The Week, na zona portuária. A casa levará Daddy Kall ao palco no sábado, 20. Kall canta “Dança Kuduro”, música de abertura da novela – “oi, oi, oi” -, em parceria com Latino.

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As duas companhias de energia elétrica que abastecem o Rio também garantem estar preparadas para a grande demanda de televisores ligados no último capítulo da novela. A Ampla, que tem sede em Niterói e atende mais de 60 municípios, informa que equipes extras serão colocadas de sobreaviso para o caso de algum imprevisto. A empresa não consegue prever em quanto deve aumentar o consumo, mas eles já tiveram uma prévia no capítulo em que Max (Marcelo Novaes) foi assassinado, no último dia 11. O pico de eletricidade registrado depois das 20h30 daquela quinta-feira foi 15% maior do que em um dia normal.

A Light, que abrange a capital e outros 30 municípios, também afirma estar preparada para o consumo dos clientes na noite de sexta-feira, apesar de negar a organização de algum esquema especial. O horário da novela já é normalmente o de maior consumo, pois coincide com o período em que os consumidores voltam para casa e ligam aparelhos com TV, ar-condicionado e eletrodomésticos.

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