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Bill Cosby, acusado de abuso sexual, tem sentença anulada nos EUA

Comediante de 83 anos estava preso desde 2018 por drogar e estuprar uma ex-jogadora de basquete; decisão é revés para movimento #MeToo

Por Tamara Nassif 30 jun 2021, 15h17

A Suprema Corte do estado da Pensilvânia anulou nesta quarta-feira a condenação de abuso sexual de Bill Cosby, ex-ator americano de 83 anos. Desde 2018, o comediante estava preso por drogar e abusar da ex-jogadora de basquete Andrea Constand em sua mansão na Filadélfia, em 2004, e ainda tinha mais alguns meses encarcerado para cumprir a sentença mínima de 3 a 10 anos de prisão.

Outrora o “Pai da América”, o comediante virou estrela nacional com o programa The Cosby Show, passado entre os anos 80 e 90. Sua condenação foi considerada a primeira vitória da era do #MeToo, que também colocou atrás das grades o magnata do cinema Harvey Weinstein. Agora, a anulação do caso pode abrir precedente para que outros sigam o mesmo caminho.

Segundo a corte da Pensilvânia, um acordo com o promotor anterior, Bruce Castor, impediu que Cosby fosse acusado de molestar Andrea. Enquanto defensor público, Castor havia prometido que não iria abrir acusações criminais contra Bill Cosby se o comediante testemunhasse em um processo civil movido por Andrea, em 2005.  À época, o julgamento foi liquidado por cerca de 3 milhões de dólares, depois de quatro dias de testemunhos de Cosby. Com base nessa promessa, da qual não se tem registro comprovado, ele teria imunidade judicial. A decisão sobre a anulação proíbe qualquer novo julgamento do caso.

A corte ainda considerou que os testemunhos de outras cinco acusadoras contaminaram o julgamento original, apesar de ajudarem a mostrar um padrão comportamental de Cosby de drogar e abusar sexualmente de mulheres. Além da ex-jogadora de basquete, mais de 60 mulheres também o acusaram de abuso sexual entre 1960 e 2000. Como muitos dos casos aconteceram na virada dos anos 1970, as acusações prescreveram e não foram aceitas na Justiça.

Em maio deste ano, Cosby teve seu pedido de liberdade condicional negado ao se recusar a participar de um programa de reabilitação social a criminosos sexuais. Na época do julgamento que o condenou à prisão, prometeu cumprir sua sentença completa de 10 anos em vez de reconhecer qualquer remorso pelo encontro de 2004.

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