Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Andrew Garfield na corrida pelo Oscar com “Breathe”

Ator inglês interpreta um homem que fica paralisado por causa da poliomielite em filme baseado em história real

Por Mariane Morisawa, de Zurique Atualizado em 8 out 2017, 20h52 - Publicado em 8 out 2017, 18h50

A corrida pelo Oscar começa a tomar forma com os festivais do outono no hemisfério norte. Andrew Garfield, que concorreu na categoria melhor ator neste ano por Até o Último Homem, pode repetir a façanha em 2018 graças a Breathe, estreia na direção do ator Andy Serkis, intérprete especialista em performance de captura de movimentos, como o Caesar de Planeta dos Macacos: A Guerra. Em Breathe, Garfield interpreta Robin Cavendish, que trabalha na África ao lado de sua mulher Diana (Claire Foy) quando contrai poliomielite. Os prognósticos são sombrios: sobrevida de poucos meses, paralisado do pescoço para baixo, numa cama de hospital. Primeiro, vem o desespero. Mas Robin acaba decidindo viver como pode para ver o filho Jonathan crescer. Com a ajuda da mulher e dos amigos, desafia as convenções, é tratado em casa e até viaja, ajudando a criar uma cadeira que pode dar uma existência mais normal a pessoas com deficiência.

  • Em Zurique para mostrar o filme, Serkis explicou a escolha do projeto: “Eu sou amigo do Jonathan Cavendish e temos juntos uma companhia chamada Imaginarium Studios. Mas essa era uma história muito importante para ele, porque era a história de seus pais”, explicou o diretor. “Apesar de estarmos focando em projetos com efeitos visuais e performance com captura de movimentos, amei a história e quis dirigir. É uma grande história de amor. Minha mãe é professora de pessoas com necessidades especiais, meu pai, médico, e minha irmã sofre de esclerose múltipla. A história me impressionou porque eles foram pioneiros.”

    Garfield recorreu à ajuda de seu próprio irmão, um médico especialista na doença, para pesquisar para o papel. E teve outras lições pelo caminho: “Eu aprendi como viver uma vida de alegria, otimismo, esperança e fé face à perda. Como incorporar a perda na vida. É algo que tenho dificuldade de fazer, acho que muitos seres humanos têm dificuldade de lidar com a perda de alguém amado, com o fim de um relacionamento, com a perda da juventude”. O ator também contou que, quando era bebê, quase morreu de meningite. “Meus pais ouviram dos médicos que, se eu sobrevivesse, teria graves deficiências físicas e mentais”, afirmou. “Mas fora isso não tive de lidar muito com doenças. Espero que, se precisar, tenha a mesma graciosidade que ele.” Jonathan elogiou o ator: “Ele se tornou meu pai. E meu pai morreu há 27 anos. Foi algo extraordinário de ver”.

    Publicidade