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Alemanha publica lista com 25 quadros do ‘tesouro nazista’

Seleção divulgada inclui trabalhos de Otto Dix, Marc Chagall, Henri Matisse, Max Liebermann e Auguste Rodin. Origem dos quadros deverá ser investigada

Por Da Redação 12 nov 2013, 15h21

O governo alemão publicou uma lista com 25 dos 1.400 quadros amealhados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e encontrados escondidos em um apartamento em Munique. A lista foi divulgada no site www.lostart.de após o governo ser pressionado por uma maior transparência em relação aos objetos descobertos.

Na lista de 25 obras, há algumas que cabem dentro do que os nazistas chamavam de “arte degenerada” (como eram chamadas as telas que fugiam aos padrões clássicos, preferidos por Hitler), como duas aquarelas de Otto Dix e telas de Marc Chagall e Henri Matisse. Além disso, há outras obras, como uma gravura de Antonio Canaletto e um desenho de Eugène Delacroix, que não têm nenhum vínculo com esse tipo de arte. Também aparecem na lista obras de Max Liebermann, Auguste Rodin, Carl Spitzweg e Honoré Daumier.

Alemanha tenta identificar origem de quadros roubados por nazistas

De acordo com a promotoria de Augsburgo, 970 das 1.400 obras achadas deverão ser investigadas para terem sua origem determinada. Entre elas, 380 pertencem à chamada “arte degenerada” e 590 foram expropriadas ilegalmente pelos nazistas.

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Os quadros estavam em poder de Cornelius Gurlitt, filho do colecionador Hildebrandt Gurlitt, que, entre 1933 e 1945, recebeu do governo nazista obras da “arte degenerada”, os quadros do início do século XX confiscados de museus para serem vendidos no exterior. Gurlitt recebeu parte dessas obras em comissões e também comprou outras do regime, todas por um preço abaixo do mercado. Depois da guerra, ele declarou que sua coleção tinha sido destruída durante os bombardeios aliados a Dresden. Por isso, o achado de Munique surpreendeu o mundo todo.

A descoberta foi mantida em segredo durante um ano e meio, mas foi revelada na semana passada pela revista Focus. Segundo a promotoria de Augsburgo, a notícia não foi divulgada antes por causa do desejo das autoridades de esclarecer a procedência das obras com tranquilidade e sem pressões.

Os especialistas consideram que parte dos quadros achados em Schwabing era de museus alemães e foi expatriada pelos nazistas. Algumas das telas teriam passado a ser propriedade de Gurlitt, um fato que poderia dificultar a sua recuperação por parte dos museus do ponto de vista legal. No entanto, existe a suspeita de que outra parte da coleção de Gurlitt esteja formada por obras de colecionadores judeus que foram desapropriadas ou vendidas por pressões do regime nazista. Neste caso, os proprietários originais dessas obras ou seus herdeiros teriam direito à restituição.

A equipe montada para acelerar o processo de reconhecimento contará com especialistas em determinar a origem de obras de arte e representantes de diversos ministérios, afirma comunicado divulgado nesta segunda-feira.

(Com agência EFE)

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