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A briga de Fernando Meirelles com roteirista indicado ao Oscar

Cineasta fala sobre vaidade, a temática de seus novos projetos e por que não tem mais ‘apreço pela carreira’

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Giovanna Fraguito Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 abr 2023, 18h10

O diretor Fernando Meirelles, 66, um dos cineastas brasileiros mais reconhecidos mundialmente, diz ter entrado em nova fase da carreira. Mais do que nos anos anteriores, agora o que ele quer fazer é dirigir, sem se preocupar com produção ou criação de projeto autoral. “Ainda estou com nove projetos em produção e que vou terminar, claro, mas depois deles, não quero mais. Minha meta é só dirigir. Me mandem roteiros, que vou lá e filmo. Estou nessa onda no momento”, assume o cineasta.

Quando questionado sobre a forma que dirige os atores, Fernando é simples: “A minha direção é de perguntador. Eu tento levar o ator, quando possível, para locação, e fazer um ensaio para entender a movimentação. Levo os atores e faço um ensaio, não gosto de encenar emoção, de tentar chegar no ponto, basta entender onde vou pôr as câmeras. E sempre perguntando, mesmo no set, não falo: ‘faça isso’. Prefiro: ‘Você acha que funcionaria se fizer mais alto?’. Ainda mais trabalhando com atores bons, eu tento não atrapalhá-los”.

Meirelles também diz que não costuma alterar os roteiros em que trabalha. “Vou no processo, no dia da filmagem, descobrindo, montando o filme na hora. E nesse processo o roteiro está sempre mudando, às vezes tem uma linha que não está funcionando na boca do ator, você corta, joga uma outra que pode ajudar. E continuo escrevendo o roteiro na edição. Então o roteiro nunca está completo. Não tenho esse respeito. Já tive até alguns problemas com alguns roteiristas. O roteirista de O Jardineiro Fiel (Jeffrey Caine) foi um que ficou furioso, brigou com o produtor quando assistiu ao filme. Ele falou: ‘Esse não é o meu roteiro, vocês arruinaram’. Depois ele foi nomeado para um Oscar de melhor roteiro (adaptado, em 2005)”, conta.

A respeito de como decide que projeto vai fazer, o diretor explica que é preciso ter uma temática que lhe seja sensível. “A temática que me mobiliza atualmente é a crise do clima. A gente está com o futuro comprometido. Sou muito pessimista. Agora estou retomando um projeto de um filme adolescente sobre a crise do clima, que a Netflix ia produzir mas cancelou. Esse é o que quero fazer. Estou rodando a bolsinha. Me chamou, eu filmo”.

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Sem peso ou temor pelo legado que pretende deixar ao cinema nacional, ele ainda dá uma dica aos novatos: “Não tenho nenhum apreço pela minha carreira, nome, legado. Quando se é jovem, é claro que projeta. Mas fui que levado pela onda. Hoje, maduro, vivo o presente. Uma dica para quem quer realizar os seus sonhos: sonhe menor”, provoca.

Confira vídeos da cobertura do Rio2C:

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