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Por Kelly Miyashiro
Críticas e análises sobre o universo da televisão e das plataformas de streaming
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‘Todas as Flores’: Regina Casé exorciza estereótipos com vilã rica

Após interpretar várias empregadas domésticas, atriz dá vida à sua primeira personagem bem de vida, fugindo de um velho tabu que a segue na carreira

Por Kelly Miyashiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 out 2022, 12h22

Figura pop da TV e do cinema, a atriz Regina Casé, 68 anos, interpretou personagens memoráveis. Em comum, elas eram pobres e, muitas vezes, domésticas. O estereótipo foi quebrado agora com Zoé, a vilã de Todas as Flores, vivida por Regina na novela de João Emanuel Carneiro para o Globoplay. Apesar do esforço da atriz e da vilania, Zoé ainda carrega um pouco da dona Lurdes de Amor de Mãe (2019) e de Val do filme Que Horas Ela Volta? (2015), quando ela lida com a maternidade e a filha Maíra (Sophie Charlotte). Regina Casé não é a única atriz a carregar consigo o estereótipo do papel único.

Escalar atores para um mesmo tipo de personagem é parte do histórico da TV. Ao atrelar um rosto a um tipo de personalidade, os canais criam uma conexão com o espectador, que sabe o que esperar daquele papel. O déjà vu, porém, costuma carregar consigo preconceitos sociais. Neta de pernambucanos, Regina, que é carioca, comumente é associada ao papel da nordestina pobre. O mesmo ocorre com a atriz paraibana Luci Pereira, que atualmente vive a empregada Creusa em Travessia, nova novela das 9 da Globo.

Apesar de refletirem um histórico social do país, estes estereótipos, muitas vezes, reforçam a intolerância. Algo que João Emanuel Carneiro gosta de quebrar. O autor de Todas as Flores já desafiou atores e o público a olhar para um rosto conhecido sob outro viés — provando que qualquer um pode ser o que bem quiser. Foi o caso de Giovanna Antonelli que, após a sequência de mocinhas de Laços de Família (2001), O Clone (2002) e A Casa das Sete Mulheres (2003), encarou a primeira vilã de sua carreira em uma trama de Carneiro também: a inescrupulosa Bárbara de Da Cor do Pecado (2004), papel performado de forma quase impecável, detestável e cômica. O autor também quebrou uma sequência de personagens boazinhas da atriz Carolina Dieckmann, que depois de Por Amor (1997), Mulheres Apaixonadas (2003) e Senhora do Destino (2004), conquistou o ódio do público com a Leona de Cobras & Lagartos (2006). Sair da zona de conforto fez muito bem para essas atrizes — e, ao que tudo indica, fará bem também à Regina.

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