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Por Kelly Miyashiro
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Giovanna Ewbank: ‘Ser uma bruxa da Disney superou minhas expectativas’

Em entrevista a VEJA, apresentadora fala sobre volta à atuação após hiato de 8 anos com a série 'A Magia de Aruna'

Por Gabriela Caputo, Kelly Miyashiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 9 Maio 2024, 19h48 - Publicado em 28 nov 2023, 10h23

Num Rio de Janeiro tomado pela escuridão em decorrência de uma hipotética crise solar, Mima (Jamilly Mariano) só quer ser uma adolescente comum. Mas a jovem esconde um segredo: tem o poder da “hiper-empatia”, que lhe permite até ouvir pensamentos alheios. Tentando reprimir esse dom, Mima acaba, sem querer, realizando um feitiço que desperta três bruxas adormecidas por 300 anos. Perseguidas no passado por uma sociedade opressora que detestava a magia e seus praticantes, Latifa (Erika Januza), Juno (Giovanna Ewbank) e Cloe (Cleo) precisaram se esconder após a morte de uma amiga e acordam em um mundo ainda cheio de preconceitos com os descendentes das bruxas na série A Magia de Aruna, que chega ao Disney+ nesta quarta-feira, 29. Com muitos efeitos especiais, a produção fantástica faz referências à crise climática, ao preconceito contra refugiados, e até à repressão policial nas comunidades cariocas. Em conversa com VEJA, a atriz Giovanna Ewbank fala sobre sua volta à atuação após oito anos afastada para se dedicar a outros projetos, e também sobre a possibilidade de fazer uma série especialmente para seus três filhos — Titi, de 10 anos, Bless, de 8, e Zyan, de 3 — verem na tela.

Confira a entrevista:

A Magia de Aruna faz analogias a refugiados, preconceito com culturas diferentes e até repressão policial. Para você, qual é a parte mais significativa dessa história? Tudo na série me faz brilhar os olhos. Fiquei impressionada por termos personagens bruxas, que são quase sempre imaginadas como figuras más. Eu só fui entender depois de mais velha que, na verdade, elas eram mulheres fortes, à frente de seu tempo, que enfrentavam a sociedade. Essa geração já vai aprender diferente, ver que a luta das mulheres vem desde lá atrás. Temos também um um elenco incrível com uma protagonista adolescente, vivida pela Jamilly Mariano, e uma bruxa que está ao centro da trama, interpretada pela Erika Januza, que são mulheres pretas. A série ainda fala sobre bullying, sobre a questão climática e diferenças sociais. É um conteúdo muito rico para essa geração de crianças e adolescentes, que são o nosso futuro. 

A série marca seu retorno à atuação após oito anos. Por que fez essa pausa? Quando entrei no set de filmagem me senti muito feliz, fiquei me perguntando por que passei tanto tempo longe da atuação. Eu nem vi passar, e eu amo tanto. A vida vai nos levando para caminhos e a gente vai agarrando as oportunidades. Eu não quis deixar passar as chances que foram aparecendo para mim durante esses anos, ligadas ao meu lado apresentadora. Foram escolhas muito boas e que me colocaram no lugar em que estou. Agora me sinto segura para dar esse passo e voltar a atuar. 

Seus filhos a influenciaram a aceitar o papel? Quando recebi o roteiro achei incrível, não tinha como eu não fazer a série. Mas o fato de ser mãe também pegou muito na minha decisão de voltar a atuar, porque meus filhos assistem a produtos da Disney todos os dias, e imaginei como seria legal eles me acompanharem em uma produção com tantos temas e símbolos importantes, que acabam entrando na cabeça deles naturalmente. Além disso, acho que todas nós, mulheres, sempre quisemos ser uma personagem da Disney, talvez uma princesa. Ser uma bruxa da Disney superou totalmente as minhas expectativas. 

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O que eles acharam da série após verem o resultado na pré-estreia? Eles assistiram aos dois primeiros episódios e ficaram em êxtase, não param de falar nisso. Perguntam pela continuação, me pedem spoilers. Fiquei muito emocionada, porque eles ainda não têm idade para assistir a muitas das coisas que faço. É muito lindo ver seus filhos animados com o que você está fazendo, tem um gosto diferente.

A Magia de Aruna também trata de uma crise solar. Na vida real, enfrentamos os dramas da crise climática e calor extremo. Acha que a série pode causar desconforto por isso? Sim. A série é para fazer pensar mesmo, isso gera movimento e leva à diferença – ainda que na série seja o oposto: vivemos na penumbra, sem sol. Acho que o desconforto é necessário. A crise climática hoje está nas mãos dos grandes líderes, das grandes indústrias, do capitalismo. É muito difícil combatermos isso, por mais que cada um tente fazer sua parte. Então, acredito muito no poder da nossa juventude de provocarem mudanças. Eles têm uma consciência enorme sobre essas questões climáticas e de sustentabilidade com as quais nós, das gerações mais velhas, demoramos para ter contato. E como é uma série infantojuvenil, os pais devem assistir com as crianças. Vai afetar a família inteira, de alguma forma. Isso é muito legal.

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