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Rio Grande do Sul Por Veja correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens gaúchos. Por Paula Sperb, de Porto Alegre

RS já tem quatro candidatos a vice-presidente da República

Alckmin, Bolsonaro, Meirelles e o PT escolheram gaúchos para compor suas chapas

Por Paula Sperb Atualizado em 6 ago 2018, 08h44 - Publicado em 5 ago 2018, 13h08

O cenário político do Rio Grande do Sul, naturalmente movimentado por causa das convenções estaduais, agora tem mais um motivo para agitação. O estado emplacou, até agora, quatro candidatos a vice-presidente para as eleições de outubro.

Depois da confirmação da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) para vice de Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) anunciou o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto (MDB) como companheiro de chapa. Neste domingo, Jair Bolsonaro (PSL) anunciou na sua convenção que o seu vice será o general gaúcho Antonio Hamilton Mourão (PRTB).

O quarto nome foi confirmado no final da noite de domingo: o PCdoB desistiu de lançar a gaúcha Manuela D’Avila à presidência para aderir à chapa do PT. Com a situação de Luiz Inácio Lula da Silva ainda indefinida na Justiça Eleitoral, o nome do ex-prefeito de São Paulo será indicado como vice para representar a coligação em debates e eventos de campanha. Mas, independentemente de qual petista poderá ser candidato a presidente, o nome de Manuela será oficializado como vice para a votação de outubro.

Segundo fontes ouvidas por VEJA, Mourão recebeu o convite oficial de Bolsonaro no sábado, por telefone. Em maio, Mourão disse à reportagem que sua candidatura a vice não estava confirmada. descartada. “Caso ele opte que seria melhor me ter como vice, a gente está aberto a essa possibilidade”, disse (leia aqui a entrevista).

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Na ocasião, Mourão disse que estava organizando a plataforma para diversos candidatos militares. “A plataforma vai tocar no combate à corrupção, nas reformas que têm que ser feitas para que o Estado efetivamente possa governar o país, para que o Estado tenha condições de se manter, para que o federalismo seja realmente implantado. A questão econômica, da disciplina fiscal. Também a questão de princípios, valores, tradições que estão sendo jogadas praticamente na lata do lixo. É dessa forma que vamos operar”.

Após participar da convenção nacional do MDB ao lado de Meirelles, Rigotto retornou ao Rio Grande do Sul para participar da convenção estadual. A jornalistas, o ex-governador disse que as candidaturas gaúchas a vice-presidente são positivas. “Com certeza isso é bom para o Rio Grande. O fato de termos nomes de gaúchos lembrados para participar do processo eleitoral, não apenas os que poderão chegar a uma vitória, leva a uma qualificação do debate”, falou após a convenção.

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