Receba 4 Revistas em casa por 32,90/mês
Imagem Blog

Reinaldo Azevedo

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

“Querida, encolhi o PIB”

Escrevi nesta manhã um post sobre os dotes mediúnicos de Guido Mantega, aquele que sempre erra as previsões de crescimento. Agora ele desistiu de prever o PIB do ano corrente ou do ano seguinte. Dedica-se à futurologia decenal. E, como está virando hábito no petismo, também se dedica a reescrever índices do passado. Em breve, mandará […]

Por Reinaldo Azevedo 3 dez 2013, 16h24 | Atualizado em 5 jun 2024, 10h49

Escrevi nesta manhã um post sobre os dotes mediúnicos de Guido Mantega, aquele que sempre erra as previsões de crescimento. Agora ele desistiu de prever o PIB do ano corrente ou do ano seguinte. Dedica-se à futurologia decenal. E, como está virando hábito no petismo, também se dedica a reescrever índices do passado. Em breve, mandará especialistas à Argentina para estudar o modelo de Cristina Kirchner. Pois é… O PIB do terceiro trimestre encolheu em vez de crescer: 0,5%; Mas fiquem tranquilos. Nos próximos 10 anos…

Leiam texto na VEJA.com:
A economia brasileira registrou contração de 0,5% no terceiro trimestre deste ano na comparação aos três meses anteriores, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado ficou abaixo do previsto por analistas: expectativas de mais de quarenta economistas consultados pela Reuters e pela Agência Estado apontavam para uma contração média de 0,2%. Este foi o pior desempenho da economia desde o primeiro trimestre de 2009, quando houve retração de 1,6% do PIB brasileiro.

Com o resultado, o crescimento acumulado no ano é de 2,4% em relação ao mesmo período de 2012. O governo e a maior parte dos analistas esperam que o Produto Interno Bruto brasileiro feche o ano em expansão de 2,5%. A soma de todas as riquezas produzidas pela economia do país entre abril e junho deste ano foi de 1,213 trilhão de reais. Desse total, o setor de serviços respondeu por 709,5 bilhões de reais, seguido por indústria (267,8 bilhões) e agropecuária (54,4 bilhões), segundo o IBGE.

Em relação ao mesmo período de 2012, o PIB teve expansão de 2,2% de julho a setembro. No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, a expansão foi de 2,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

O PIB é analisado pelos economistas sob duas óticas distintas: a da oferta, representada pelo setor produtivo (agropecuária, indústria e serviços) e a dos gastos, representada por investimentos, consumo das famílias, gastos do governo e balança comercial (exportações menos importações).

Continua após a publicidade

O impacto negativo no resultado do trimestre passado no que diz respeito à oferta foi o setor de agropecuária – justamente o herói do primeiro trimestre. A atividade do setor recuou 3,5% no terceiro trimestre em relação ao segundo e caiu 1% ante o mesmo período de 2012. Também surpreendentemente, a indústria, que vinha se recuperando em ritmo fraco, este ano, reverteu o papel de vilã do PIB e registrou crescimento de 0,1% na comparação trimestral e 1,9% na anual.

Por fim, o setor de serviços, mesmo sob os efeitos negativos das manifestações (que se estenderam até o início de julho) e com o persistente endividamento das famílias, conseguiu crescer 0,1% de julho a setembro deste ano em relação ao segundo trimestre, e 2,2% quando comparado ao terceiro período do ano passado. Nem mesmo a inflação, que se mantém próxima do teto da meta de 6,5% ao ano e impacta a renda das famílias, prejudicou tanto o comércio.

Mesmo assim, vale destacar que a agropecuária ainda é o setor que mais cresceu neste ano. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o PIB agrícola avançou 8,1%. Em relação ao terceiro trimestre de 2012, o setor cresceu 5,1%. Enquanto isso, a indústria registrou aumento de apenas 1,2% no ano e 0,9% em 12 meses até setembro. Já o setor de serviços, subiu 2,1% de janeiro a setembro e 2,3% em 12 meses.

Continua após a publicidade

Sob o outro ponto de vista, o dos gastos, o consumo das famílias surpreendeu ao representar 764,9 bilhões de reais em riquezas ao Brasil no trimestre. Foi registrado crescimento de 1% no terceiro trimestre em relação ao segundo e de 2,3% ante o intervalo de julho a setembro de 2012. No acumulado do ano e em 12 meses, o setor teve alta de 2,4% e 2,8%, respectivamente.

Os gastos do governo somaram 253,4 bilhões de reais ao PIB, uma alta de 1,2% na relação trimestral e de 2,3% na anual. De janeiro a setembro, esses dispêndios subiram 1,8% e, em 12 meses, 2,5%.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que representa os investimentos, registrou contração de 2,2% no trimestre. Contudo, em relação ao mesmo trimestre do ano passado, houve expansão de 7,3%. No acumulado do ano, ela continua tendo o maior crescimento do PIB, de 6,5%. Em 12 meses, registra alta de 3,7%. Os investimentos somaram uma riqueza de 232 bilhões de reais.

Continua após a publicidade

Ainda segundo o IBGE, as exportações brasileiras diminuíram 1,4% no terceiro trimestre de 2013 em relação ao segundo trimestre, mas subiram 3,1% na comparação com o terceiro trimestre de 2012. No ano, as vendas ao exterior cresceram 1,4% sobre igual período do ano passado. Já as importações contabilizadas no PIB diminuíram 0,1% entre julho e setembro na comparação trimestral, mas subiram 13,7% na anual. Em 2013, as compras do exterior cresceram 9,6% em relação a igual período do ano passado.

A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços, e as variações porcentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial, entram somente bens, e o registro é feito em valores, com grande influência dos preços.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).