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‘Trabalhei honestamente’, diz Moro sobre consultoria no setor privado

TCU determinou que CNJ e a Alvarez & Marsal forneçam documentos sobre valores recebidos pelo ex-juiz na rescisão do contrato com a empresa americana

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 28 dez 2021, 12h32 - Publicado em 28 dez 2021, 12h24

O ex-juiz Sergio Moro repudiou a determinação do Tribunal de Contas da União para que o Conselho Nacional de Justiça e a consultoria Alvarez & Marsal divulguem os valores recebidos pelo agora candidato à presidência na rescisão do contrato que tinha com a empresa americana.

“Trabalhei 23 anos na carreira pública. Lutei contra a corrupção neste país como ninguém jamais havia feito. Deixei o serviço público e trabalhei honestamente no setor privado para sustentar minha família. Nunca paguei ou recebi propina, fiz rachadinha ou comprei mansões”, publicou em suas redes.

Moro também afirmou que não enriqueceu no setor público e nem no privado, não atuando em casos de conflito de interesses. “Repudio as insinuações levianas do Procurador do TCU a meu respeito e lamento que o órgão seja utilizado dessa forma”, disse o ex-juiz.

A decisão do TCU sobre a divulgação dos valores do contrato de Moro com a consultoria Alvarez & Marsal — que atua na recuperação judicial da Odebrecht — foi tomada após pedido do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado.

Na solicitação, o representante do MP citou a necessidade de apurar “(…) prejuízos ocasionados aos cofres públicos pelas operações supostamente ilegais dos membros da Lava Jato de Curitiba e do ex-Juiz Sergio Moro, mediante práticas ilegítimas de revolving door, afetando a empresa Odebrecht S.A., e lawfare, conduzido contra pessoas investigadas nas operações efetivadas no âmbito da chamada Operação Lava Jato. (…)”.

Como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro proferiu várias decisões envolvendo a Odebrecht e atuou tanto nos acordos de delação firmados pelos executivos e pela companhia quanto nos acordos de leniência fechados com a União.

Após deixar de ser juiz, Moro começou a trabalhar para a consultoria, em novembro de 2020, situação que gerou polêmica porque levantou a suspeita de conflito de interesses — o que sempre negou.

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