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Bolsonaro diz que só povo na rua não resolve e ameaça Moraes e Fachin

Presidente diz que 'pretende fazer' alguma coisa, já que manifestações de rua não sensibilizam os ministros do STF

Por Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol Atualizado em 8 jun 2022, 17h29 - Publicado em 7 jun 2022, 13h27

Dias depois de afirmar que surgiu uma nova classe de ladrão, os de liberdade, e “que, se precisar, iremos à guerra”, o presidente Jair Bolsonaro foi questionado na manhã desta terça sobre suas intenções com a convocação, e respondeu que pretende fazer algo depois que o povo for às ruas, o que não seria o suficiente.

“É ir às ruas, tá certo? Mas também agora não apenas ir às ruas. Saber o que eu pretendo fazer em ato contínuo. Que a população apenas indo as ruas não sensibiliza, por exemplo, aqui Alexandre de Moraes, Fachin, Barroso. Não sensibiliza essas pessoas”, declarou Bolsonaro em entrevista ao “Perspectivas, com Débora Bergamasco”, do SBT News, referindo-se aos ministros do STF que integram ou integraram a cúpula do TSE.

“Eles [os ministros] estão num propósito de botar a esquerda no poder novamente. Você pode ver: o próprio ministro Fachin foi o relator do processo que botou o Lula em liberdade. Não tem cabimento estar à frente do TSE e ter adotado as condutas que vem adotando”, complementou o presidente.

Ele também voltou a falar da atuação das Forças Armadas na comissão de transparência eleitoral do TSE e disse que o tribunal não acolheu todas as sugestões apresentadas pelos militares, o que para ele seria, de alguma forma, “uma maneira de você buscar uma maneira de dizer que as pesquisas do Datafolha [que apontam uma possível vitória de Lula no primeiro turno] estão certas”. “E sabemos que isso não é verdade”, acrescentou.

Bolsonaro citou ainda a reunião de Fachin, que preside o Tribunal Superior Eleitoral, com embaixadores de 75 países, na semana passada, e disse que o ministro transmitiu a mensagem, não de forma explícita, de que ele “ataca o sistema democrático, o sistema eleitoral e não quer reconhecer nas urnas a possível vitória do Lula”.

“Ou seja, ele já tomou partido no tocante a isso daí, ele deveria se declarar suspeito, ele não poderia estar à frente desse processo eleitoral”, declarou.

Ao ser indagado sobre a possibilidade de ser derrotado nas urnas em outubro desse ano, Bolsonaro disse achar que “eles” sabem do seu potencial e do que o povo está pensando, e que “ainda dá tempo de termos eleições limpas”.

“Não podemos terminar umas eleições sob o manto da desconfiança, de modo que o lado perdedor fique revoltado. Isso não pode acontecer. Não pode acontecer isso daí. É irresponsabilidade esses 3 ministros do TSE levar adiante esse processo sem discutir com a equipe técnica das Forças Armadas, da CGU, da AGU e da Polícia Federal, coisa que eles não querem discutir”, comentou.

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