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Major Olímpio, senador, morto em combate contra o vírus

Em memória

Por Ricardo Noblat Atualizado em 19 mar 2021, 10h18 - Publicado em 19 mar 2021, 09h00

Foi num dia qualquer de janeiro último. Ex-secretário da Receita Federal, consultor de empresas, o pernambucano Everardo Maciel soube que o senador Major Olímpio (PSL-SP) queria se reunir com ele virtualmente. E assim aconteceu.

Olímpio havia lido um artigo de Maciel sobre reforma tributária e ele fazia parte da comissão do Senado que estudava o assunto. Maciel foi direto e franco como de hábito: “Em meio a uma pandemia, falar em reforma tributária é vigarice”.  E comparou:

– Em meio a um incêndio, como se poderia discutir o futuro da humanidade? Em meio a uma pandemia, só cabe discutir vacinas.

Refeito do susto que levou, o senador perguntou a Maciel o que ele sugeria. E o ex-secretário da Receita sugeriu que apresentasse uma proposta de emenda à Constituição para isentar de tributos por 5 anos a compra, produção, transporte e aplicação de vacinas.

– O senhor poderia me ajudar a redigir a emenda?

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– Posso.

– E quanto tempo precisa para a redação?

– Duas horas – respondeu Maciel.

Ainda em janeiro, o Major Olímpio registrou no Senado a proposta de emenda. Mas para que ela começasse a tramitar seria necessário o apoio de um terço dos seus colegas – 27. Em meados de fevereiro, Olímpio interrompeu a coleta de assinaturas.

Em pouco tempo, obtivera 17, mas já não se sentia bem. Morreu vencido pelo vírus aos 58 anos de idade, depois de um período de internação que o levou a ser entubado duas vezes. Deixa mulher, dois filhos e uma proposta que o Senado poderia levar adiante.

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