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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Nova pesquisa é boa para Bolsonaro e melhor ainda para Lula

Rodada mais recente da Quaest mostra que presidente estancou desgaste, mas petista ainda vence no primeiro turno

Por Matheus Leitão Atualizado em 8 dez 2021, 17h17 - Publicado em 8 dez 2021, 17h12

A nova pesquisa da Quaest Consultoria traz duas certezas: o governo do presidente Jair Bolsonaro conseguiu estancar o desgaste que vinha sofrendo por conta dos problemas econômicos do país. E, enquanto isso, o ex-presidente Lula mostra que não dá mesmo para descartar a possibilidade de que o petista Lula se eleja no 1º turno.

O potencial de elegibilidade de Lula é superior ao de Bolsonaro, Moro e Ciro, os únicos que por enquanto aparecem com intenções acima de 5%.

Cientista político da UFMG e Diretor da Quaest, Felipe Nunes explicou à coluna que, olhando os números da pesquisa, “fica claro que o governo conseguiu estancar o desgaste que vinha sofrendo por conta dos problemas econômicos do país”.

“Foram duas ações bem sucedidas que devem ter gerado isso: o anúncio do novo Auxílio Brasil de R$ 400, que vai beneficiar os mais pobres e gerou uma sensação de esperança nesse público; além da indicação e aprovação do novo ministro do Supremo, André Mendonça, que é evangélico”, afirma Felipe Nunes.

O cientista político explicou que o presidente Jair Bolsonaro “está melhorando na percepção dos eleitores mais pobres”. Entre os que recebem até 2 salários mínimos, a diferença de reprovação e aprovação, que era de 45 pontos negativos em novembro, caiu para 36 pontos.

Outro público onde o presidente melhorou foram os eleitores evangélicos. “Entre eles, a diferença entre os que reprovavam o governo Bolsonaro e os que aprovaram era de 15 pontos percentuais e agora é de 3 pontos”, explica.

Foi como informou a coluna na semana passada: Lula vai consolidando a sua liderança, mas Bolsonaro, quem diria, contrói alternativas para 2022.

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