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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O item da inflação que pode ser fatal para Bolsonaro (e não é a gasolina)

Itens básicos de consumo dos brasileiros já passam por alta de preços por causa da guerra na Ucrânia, e tendência é piorar

Por Da Redação Atualizado em 21 mar 2022, 17h50 - Publicado em 21 mar 2022, 15h46

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem se esforçado para conquistar o voto da população mais pobre na sua corrida pela reeleição, mas enfrenta um problema que atinge diretamente o bolso e a disposição do eleitorado: a inflação. E a situação pode piorar. A guerra na Ucrânia contribui para uma piora nos preços de itens que estão entre mais básicos de consumo do brasileiro: pão, carne, cerveja e outros alimentos, além dos combustíveis.

Se o preço dos combustíveis já causa uma acerta animosidade do eleitorado — pesquisa BTG/FSB divulgada nesta segunda-feira, 21, mostra que 29% atribuem a culpa da alta ao governo e 22% à política de preços da Petrobras –, outro produto deve atingir em cheio o eleitorado de baixa renda: o pãozinho. Rússia e Ucrânia são responsáveis por cerca de 30% das exportações mundiais de trigo. O valor do grão chegou a uma alta de quase 50% em mercados internacionais. O Brasil importa cerca de metade do trigo que consome, a maior parte da vizinha Argentina, e houve alta de preço em todos o mundo por causa do impacto da guerra, chegando ao maior patamar em 14 anos. Representantes da indústria de panificação preveem um reajuste gradual nas próximas semanas nos preços pagos diretamente pelo consumidor.

O efeito é parecido na cotação da cevada e do malte, ingredientes essenciais na fabricação de cerveja. O Brasil importa grande parte dos dois produtos da Argentina e Uruguai — já a Rússia é nosso terceiro maior fornecedor de malte. Embora o país não seja dependente de importações dos países em guerra, haverá reflexos aqui pois haverá um aumento da procura pelo produto em vários países.

Isso tudo ocorre em meio a um aumento de 18,8% nos preços repassados da gasolina, anunciado pela Petrobras há menos de duas semanas. Como se sabe, esse reajuste tem impacto em vários produtos, pois interfere no custo dos transportes de mercadorias. A inflação foi de 10,5% no acumulado em 12 meses até fevereiro, mas os preços da carne e outros alimentos têm aumentado acima da média. Todas essas altas de preço tem impacto maior justamente sobre os mais pobres.

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