Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

Maquiavel

Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Continua após publicidade

Nada justifica a prisão de usuário de drogas, defende Barroso em SP

Ministro diz que a Corte não está julgando a legalização de entorpecentes, mas apenas a quantidade que diferencia consumidor e traficante

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 9 Maio 2024, 12h07 - Publicado em 22 abr 2024, 16h19

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu nesta segunda-feira, 22, a discussão sobre a descriminalização do uso de drogas — o tema é alvo de debate tanto no Congresso quanto no Judiciário.

Com apoio da maioria da oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Senado aprovou na última semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das Drogas, que determina que é crime tanto a posse (ter) quanto o porte (carregar consigo) de qualquer quantidade de substância, mesmo que seja para consumo próprio. O texto ainda precisa passar pela Câmara.

Já no STF está em curso um julgamento sobre um caso específico, mas que pode ter repercussão geral — o que significa que poderá valer para outros casos. Os ministros estão analisando se o trecho da lei que criminaliza a posse e o porte de maconha para uso próprio é inconstitucional. Para Barroso, não cabe ao Supremo decidir sobre a legalização ou liberação das drogas, mas sim determinar a quantidade que deverá diferenciar o usuário do traficante. Até agora, cinco dos 11 ministros da Corte votaram pela descriminalização de uma quantidade que varia entre 25 e 60 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas de cannabis sativa.

“O que o Supremo está decidindo é qual a quantidade que irá diferenciar o usuário de traficante. O Supremo está apenas impedindo que pobres e ricos sejam tratados de forma diferente”, disse o ministro durante reunião dos conselhos de Assuntos Jurídicos e Estudos Nacionais e Política da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), em São Paulo. Entre os presentes estavam o ex-presidente Michel Temer (MDB), o ex-governador do estado Rodrigo Garcia (PSDB) e o jurista Ives Gandra Martins.

Continua após a publicidade

O presidente do Supremo disse ainda ser um erro que consumidores de entorpecentes sejam colocados na cadeia, o que, segundo ele, apenas contribuiria para o aumento do crime organizado. “O usuário de drogas, se estiver fora de controle, será tratado como dependente químico. Nada, na minha visão, justificaria a prisão pelo porte pessoal para consumo”, afirmou.

A legislação atual já prevê que não haja prisão para porte pessoal para consumo, mas há uma lacuna na lei sobre qual a quantidade de droga que caracterizaria um usuário ou um traficante.

‘Sempre desagradando’

Em sua fala, Barroso disse ainda que o Supremo está sempre decidindo questões polêmicas, como a própria liberação das drogas e a demarcação de terras indígenas — outro ponto de “embate” com o Congresso. “O Supremo está sempre desagradando alguém. O papel de uma Suprema Corte em uma democracia é arbitrar conflitos entre a maioria e o estado democrático de direito”, declarou.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.