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Por José Benedito da Silva
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Governo Lula atrasa compra de vacina e afeta imunização contra a Covid-19

Ministério da Saúde chegou a afirmar que imunizantes contra nova variante chegariam em março, o que não ocorreu; pasta diz que processo está na fase final

Por Da Redação Atualizado em 9 Maio 2024, 12h11 - Publicado em 19 abr 2024, 13h12

O governo Luiz Inácio Lula da Silva vai atrasar o cronograma de vacinação contra a Covid-19 em razão de problemas relacionados à compra do imunizante contra a doença. Alguns estados e municípios já estão apontando o desabastecimento em seus estoques. O processo de aquisição do medicamento tem sido marcado por desencontros na gestão.

Em fevereiro, o Ministério da Saúde afirmou que receberia a vacina atualizada contra a cepa XBB.1.5 (uma subvariante da ômicron) no mês de março. A informação chegou a ser divulgada pela secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do ministério, Ethel Maciel. No entanto, os imunizantes ainda não chegaram. “A vacina atualizada com alvo na XBB está prevista para chegar no país em março de 2024, segundo a farmacêutica. Fizemos a compra de forma emergencial, o que fez com que a entrega fosse mais rápida dentro do nosso contexto, com o processo aberto desde 2023″, escreveu Maciel nas redes sociais. 

Na segunda-feira, 15, a pasta informou, no entanto, que a compra ainda está em fase final, “aguardando a análise de recursos e contrarrazões” apresentados pelas empresas que participaram do processo. “Assim que as primeiras remessas forem entregues ao ministério pelo fabricante e analisadas por autoridades sanitárias, será iniciada a distribuição do novo imunizante aos estados e municípios”, disse o ministério em nota.

De acordo com o ministério, a compra foi iniciada em dezembro de 2023. A pasta havia afirmado que as novas doses da vacina contra a Covid-19 chegariam na próxima semana, e a notícia chegou a ser compartilhada pela Secretaria de Comunicação do governo (Secom), mas depois foi apagada, segundo informação do jornal Folha de S. Paulo, que reproduziu o post excluído. Uma reportagem da Agência Brasil, órgão vinculado ao governo, também foi alterada posteriormente, segundo o jornal. 

O ministério alega que a maior parte dos postos de saúde ainda tem doses da Coronavac e da Pfizer para a vacinação, mas a falta do produto já foi anunciada por vários entes públicos. O governo Lula também diz que a rede continua abastecida com as vacinas para o público infantil, que registra baixa cobertura vacinal. Entre os jovens com menos de 14 anos, cerca de 11% receberam as três doses do imunizante.

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Desgaste

O atraso na compra de vacinas contra a Covid-19 foi um dos temas que mais desgastaram o governo de Jair Bolsonaro — durante a sua gestão, o país teve quase 700 mil mortos pelo coronavírus. A demora na vacinação, motivada também por uma resistência ideológica do ex-presidente ao uso do imunizante, foi largamente explorada por Lula e seus aliados na campanha eleitoral de 2022.

 

(Com Agência Brasil)

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