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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Fake news envolvendo Adélio Bispo ganha adeptos do bolsonarismo à oposição

Deputados federais e sites informativos, tanto simpáticos como críticos a Bolsonaro, repercutiram informação falsa publicada por perfil anônimo no Twitter

Por Da Redação Atualizado em 14 fev 2022, 18h06 - Publicado em 14 fev 2022, 16h37

Deputados bolsonaristas e de oposição, além de sites simpáticos e críticos a Jair Bolsonaro (PL), se debruçam desde a noite do sábado, 12, sobre teorias conspiratórias em torno de um suposto novo depoimento dado à Polícia Federal por Adélio Bispo, o homem responsável pela facada contra o presidente durante a campanha de 2018. O assunto chegou aos mais comentados do Twitter, mas não passa de fake news, segundo fontes da Polícia Federal. Adélio Bispo não prestou um novo depoimento afirmando ter sido contratado por um partido político para matar Bolsonaro, como foi disseminado nas redes.

A história se espalhou a partir de uma postagem de um perfil anônimo no Twitter, que se apresenta como sendo do grupo ciberativista Anonymous — que tem quase 66 000 seguidores. “Adélio Bispo prestou depoimento gravado pela PF dizendo que a facada teria sido encomendada pela campanha de Haddad em 2018. Carluxo (o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente) irá usar esse vídeo. Eu tenho certeza absoluta que Adélio foi coagido”, publicou o perfil.

Na manhã desta segunda-feira, 14, o deputado federal bolsonarista Junio Amaral (PSL-MG), que tem 121 000 seguidores no Twitter, repercutiu a notícia falsa: “Parece estar chegando ao fim a busca pela identificação dos responsáveis pela facada no presidente Jair Bolsonaro. Anonymous afirmou hoje que Adélio resolveu entregar a companheirada do PT”, escreveu na rede social. Outro aliado do presidente na Câmara, o deputado Capitão Derrite (PP-SP), também compartilhou nas redes um vídeo seu (já visualizado por quase 30 000 pessoas) em que, entre outros assuntos, ele comenta a “revelação” feita pelo Anonymous. “Vou falar como policial. Essa ação (a facada em 2018) é impossível de ter acontecido sem que houvesse uma ação coordenada, planejada, estruturada e com apoio de outras pessoas. Se isso vier à tona só vai concluir aquilo que eu já suspeitava, de participação de partidos políticos”, disse Derrite.

Mas a repercussão da informação falsa não ficou restrita aos apoiadores de Bolsonaro. O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), rompido com o presidente e seguido por 27 000 pessoas, escreveu no Twitter: “Se o Adélio culpar o PT vai ficar caracterizado que Adélio é uma farsa cinematográfica, que a facada foi fake e que agora querem usar isso contra o Lula. Simples assim”. O parlamentar compartilhou o link de um site que atribui a informação ao grupo Anonymous e vai além ao interpretar, com detalhes, o falso episódio como um plano de Carlos Bolsonaro para incriminar o PT. O caso mostra que qualquer faísca nas redes sociais parece capaz de gerar um incêndio. E ainda estamos a oito meses das eleições.

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