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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Bruno Ribeiro, Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

De treze pré-candidatos, só Bolsonaro ignorou a morte de Marielle

A jornal, assessor do deputado disse que ele não se posicionou porque seria polêmico demais; outros postulantes lamentaram o crime e cobram investigação

Por Da Redação Atualizado em 16 mar 2018, 09h40 - Publicado em 15 mar 2018, 23h43

De treze pré-candidatos à Presidência da República, doze se manifestaram a respeito do brutal assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL), executada com quatro tiros na noite de quarta-feira, na capital fluminense. O único a ignorar o assunto foi o postulante do PSL, o deputado Jair Bolsonaro – que, ironicamente, é parlamentar pelo mesmo Rio de Janeiro e se associa a uma pauta de segurança pública.

Ao longo do dia, Bolsonaro fez diversas publicações em suas redes sociais, nenhuma sobre o tema. O deputado se concentrou na sua defesa da criação de um campo de refugiados para resolver a situação dos venezuelanos que entram no Brasil a partir de Roraima. Ao jornal Folha de S.Paulo, um assessor disse que a opinião do parlamentar sobre o crime que vitimou a vereadora, uma defensora dos direitos humanos, seria polêmica demais.

Dos filhos do parlamentar que atuam na política, dois, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o deputado estadual do Rio Flávio Bolsonaro (PSL), falaram sobre o tema. Flávio chegou a dizer que lamentava a morte, em sua conta no Twitter, e que sempre tinha tido “relação respeitosa” com a vereadora.

A mensagem, no entanto, foi apagada posteriormente. Ele chegou a ser questionado por usuários da rede sobre o motivo de ter  apagado o tweet, mas Flávio não respondeu. Eduardo não lamentou a morte. O deputado por São Paulo se limitou a criticar as especulações sobre uma possível culpa de policiais militares no crime, cometido poucos dias depois de Marielle Franco ter feito duras críticas ao batalhão da polícia em Acari, na Zona Norte da cidade, o que mais mata no Rio de Janeiro.

Os presidenciáveis que se manifestaram foram unânimes em afirmar seus pesares à família, aos amigos e aos apoiadores da vereadora do PSOL. A posição majoritária também foi a de cobrar apuração rápida do crime, que a polícia trata como uma execução. Marielle foi alvejada por tiros que partiram de um carro pareado ao seu, que fugiu na sequência, sem roubar nada do local.

Pré-candidato à Presidência pelo partido ao qual Marielle Franco era filiada, Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), compareceu ao velório e aos atos em homenagem à vereadora. Ele disse ser “difícil acreditar que a execução a sangue frio de Marielle e do motorista Anderson Gomes seja mera coincidência, após as denúncias que ela vinha fazendo sobre a violência policial no Rio”.

Leia abaixo a posição dos treze pré-candidatos à Presidência:

Lula (PT)

Jair Bolsonaro (PSL)

Não se manifestou.

Geraldo Alckmin (PSDB)

Ciro Gomes (PDT)

Rodrigo Maia (DEM)

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Henrique Meirelles (PSD)

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, disse ser “absolutamente inaceitável” o crime que vitimou Marielle Franco e reforça a decisão do governo de decretar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. “É um sinal preocupante quando se começa a misturar violência de roubos e tráfico com violência política. Isso não caminhou bem em outros países que caminharam nessa direção”.

Marina Silva (Rede)

Guilherme Boulos (PSOL)

Alvaro Dias (Podemos)

Fernando Collor (PTC)

Manuela D’Ávila (PCdoB)

Paulo Rabello de Castro (PSC)

João Amoêdo (Novo)

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