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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A briga de Bolsonaro em seu último debate presidencial na TV

Na ocasião, o então candidato do PSL protagonizou o momento mais quente da noite, batendo-boca com Marina Silva

Por Da Redação Atualizado em 21 jan 2022, 10h16 - Publicado em 21 jan 2022, 07h00

Já em clima de campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou na semana passada que vai a todos os debates entre presidenciáveis em 2022 e que estará “muito melhor preparado”. Há quatro anos, quando ganhou a eleição, Bolsonaro participou de apenas dois, justificando a ausência nos demais por causa do atentado a faca que sofreu em Juiz de Fora (MG). No último encontro do qual participou, em agosto de 2018, o atual presidente destacou-se por um embate com a então candidata Marina Silva (Rede) por causa de uma pergunta sobre a diferença salarial de homens e mulheres. “O presidente tem que se preocupar com isso, sim”, afirmou Marina.

“Temos aqui uma evangélica que defende plebiscito para aborto e para a maconha e agora quer defender a mulher”, retrucou Bolsonaro, no momento mais quente do evento promovido pela RedeTV. Em seguida, Bolsonaro apresentou suas propostas em defesa do público feminino: castração química para estupradores e liberação de armas de fogo para as mulheres que quiserem se defender.

A adversária se exaltou. “Você acha que pode resolver tudo no grito, na violência?”, disse Marina, lembrando um episódio ocorrido dias antes no qual Bolsonaro “pegou a mãozinha de uma criança” e a ensinou a fazer o gesto de atirar – marca da campanha do ex-capitão que viria a se repetir inúmeras vezes durante o governo.

No mesmo debate, o então candidato defendeu a militarização das escolas públicas, com “hierarquia e disciplina” e sem “ideologia de gênero e partidarização”. De lá para cá, projetos da Escola Sem Partido, que representam esse tipo de pensamento, não avançaram – ou porque são barrados na Justiça ou porque não têm maioria nos poderes legislativos.

Já em resposta a Henrique Meirelles, que em 2018 era candidato pelo MDB, Bolsonaro apresentou sua fórmula para combater o desemprego: “Basta usar as instituições para atender o povo, e não aos amigos do rei”, disse. “O que eu pretendo fazer é escolher um time de ministros independentes, que venham buscar o bem comum, e não o bem dos seus apadrinhados políticos.” Hoje, o ministro do Trabalho de Bolsonaro é um de seus principais aliados desde a campanha, Onyx Lorenzoni (DEM). Segundo o IBGE, o desemprego hoje, no pós-pandemia, atinge cerca de 13 milhões de pessoas, próximo dos patamares daquela época.

Por fim, nas considerações finais do debate que contou também com as presenças de Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (então no PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL), Bolsonaro antecipou o que se podia esperar de seu governo. “O Brasil precisa de um presidente honesto, patriota, que respeite a família, que honre as crianças em sala de aula, que afaste de vez o fantasma do comunismo, que ataque o Foro de São Paulo, um país que una a todos, independente de sua opção, cor de pele ou região.”

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