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Auditoria encontra sete falhas na ferramenta das prévias do PSDB

Processo, marcado para ocorrer no próximo dia 21, é alvo de pressões para adiamento; campanhas de Doria e Arthur Virgílio querem manter a data

Por Bruno Ribeiro Atualizado em 16 nov 2021, 09h27 - Publicado em 15 nov 2021, 20h20

Novo capítulo no tumultuado processo de escolha do presidenciável tucano: uma auditoria feita pela empresa Kruptus, a pedido do PSDB, encontrou sete falhas no aplicativo desenvolvido pelo partido que irá recolher e contabilizara o resultado da escolha dos membros da legenda, em uma eleição marcada para o dia 21. As falhas foram relatadas na noite desta segunda, 15, em uma reunião entre a comissão eleitoral e o presidente da sigla, Bruno Araújo. Ainda não há decisão sobre as consequências da descoberta. Representantes das candidaturas do governador de São Paulo, João Doria, do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do ex-prefeito de Manaus,  Arthur Virgílio, que também concorrem, participaram da reunião.

A decisão sobre o que fazer diante da descoberta ficou para esta terça, mas integrantes da comissão eleitoral e membros da equipe de Leite já falam em adiar a votação. Uma das falhas sob investigação permitiria que terceiros, fora da lista de filiados à legenda que são aptos a votar, estariam conseguindo realizar a inscrição no site. A dúvida é se o sistema se manterá confiável para ser usado como instrumento de votação.

As campanhas de Doria e Arthur Virgílio publicaram nota conjunta dizendo que haviam sido “surpreendidas” pela posição pelo adiamento da equipe de Leite. O texto diz que as duas equipes “consideram o adiamento imoral e inaceitável”. Após isso, o governador gaúcho se manifestou no Twitter, dizendo que não defendia o adiamento e que não fazia “sentido” postergar a decisão. “Queremos todos os filiados com app em mãos e decidindo o futuro do PSDB no dia 21”, afirmou.

Até o fim da semana passada, mais de 22 mil pessoas já haviam se cadastrado no sistema, sendo a maioria eleitores de São Paulo. Prefeitos, governadores e vices, deputados federais e ex-dirigentes da legenda terão de votar pessoalmente, em Brasília. O restante dos eleitores usará o app.

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