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Por que a vacina contra o VSR é importante para os idosos?

Pouco reconhecido ainda como um importante agente em adultos, vírus leva a milhares de hospitalizações e mortes todos os anos

Por *Renato de Ávila Kfouri
Atualizado em 18 dez 2023, 14h00 - Publicado em 18 dez 2023, 14h00

Recentemente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a primeira vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para indivíduos com mais de 60 anos de idade.

O VSR, já bem conhecido como causador de bronquiolite e pneumonias em crianças, especialmente menores de dois anos de idade, é também causa freqüente de doença respiratória grave em idosos e adultos portadores de doenças crônicas.

Pouco reconhecido ainda como um importante agente em adultos, leva a milhares de hospitalizações e mortes todos os anos, segundo dados americanos – nos Estados Unidos, segundo oos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o vírus está relacionado a 60 mil a 120 mil hospitalizações por ano e até 10 mil mortes anuais de adultos com 65 anos de idade ou mais.

Ou seja, ao lado do vírus influenza, que causa a gripe, e do SARS-Cov2, que provoca a Covid-19, responde por um elevado número de casos e complicações.

Prevenção para Doenças Graves

O novo imunizante, a exemplo de outras vacinas para infecções respiratórias, tem como objetivo principal a prevenção das formas graves da doença. Para este desfecho, os estudos iniciais demonstraram uma proteção superior a 90%, trazendo uma perspectiva de prevenção para uma população que envelhece a cada ano.

Trata-se de uma vacina inativada, isto é, não tem na sua formulação componentes vivos do vírus, e, portanto, é incapaz de causar doença em quem a recebe. Não se conhece ainda a duração exata da proteção conferida e, portanto, a necessidade ou não de vacinação periódica. Mas é importante destacar que, além de extremamente eficaz, o imunizante tem um ótimo perfil de segurança, com raros eventos adversos relacionados a ela. Como qualquer vacina, algumas pessoas podem ter febre, dor no local da injeção, dor de cabeça e outros sintomas, que costumam ser leves e de curta duração, com resolução em 24 a 48 horas.

Mais uma excelente notícia no campo das imunizações, desta vez para os mais velhos, que precisam e merecem envelhecer com qualidade de vida e saúde. Não basta adicionarmos anos a nossas vidas, é preciso também adicionar vida aos nossos anos.

*Renato de Ávila Kfouri é médico infectologista, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e pediatra, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

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