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José Casado Por José Casado Informação e análise

Lula bateu no teto e vai enfrentar uma ofensiva crescente

Líder isolado nas pesquisas está completando cinco meses estacionado no patamar de 40% na preferência eleitoral, na média das pesquisas de intenção de voto

Por José Casado Atualizado em 30 nov 2021, 09h18 - Publicado em 30 nov 2021, 08h00

Lula bateu no teto. Líder isolado nas pesquisas, está completando cinco meses estacionado no patamar de 40% na preferência eleitoral, na média das sondagens de intenção de voto.

Cresceu pouco mais de dez pontos percentuais entre março e julho e, desde então, se mantém estável e tem se movimentado com cautela. Não tem ido às ruas, como nas campanhas anteriores, e só fala para audiências controladas.

É uma posição confortável, porém difícil de ser preservada por muito mais tempo, admite-se no Partido dos Trabalhadores e entre opositores.

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Ipespe, 2021/VEJA

Com a multiplicação do número de competidores no páreo da disputa presidencial, Lula deve passar a ser o alvo primário dos adversários. É a lógica da campanha. Vai enfrentar ofensiva crescente.

O evidente desgaste de Jair Bolsonaro tende a deixá-lo em segundo plano nas críticas pelo menos até o Carnaval, quando se prevê a decolagem do interesse do eleitorado na campanha.

Adversários não vêm razão objetiva para privilegiá-lo, porque ele possui singular capacidade de inflacionar os próprios índices de rejeição eleitoral e de reprovação no comando do governo, atualmente na faixa de 60%. O presidente Bolsonaro continua sendo o  melhor adversário do candidato Bolsonaro.

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