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Por Raquel Carneiro
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Wes Anderson defende Bill Murray após acusações de assédio

Parceiro de longa data do cineasta, o ator de 72 anos foi recentemente denunciado por assédio sexual e má conduta em set de filmagem

Por Thiago Gelli Atualizado em 15 Maio 2024, 23h56 - Publicado em 13 jun 2023, 09h43

Bill Murray é um dos atores favoritos do aclamado cineasta Wes Anderson — ele aparece em oito das produções do diretor. Logo, Anderson foi questionado sobre como pretende reagir ao declínio de popularidade do ator após acusações de assédio sexual e má conduta em sets de filmagem — feitas por acusadoras tão famosas quanto ele, como Geena Davis e Lucy Liu. As denúncias, no entanto, não serão o bastante para estremecer essa relação pessoal e profissional. 

Em entrevista ao portal IndieWire, o cineasta comentou o caso: “Meu histórico com Bill é muito extenso. Ele foi um grande apoiador meu desde o começo. Não quero comentar sobre a experiência de outros, mas ele é parte da minha família — ele é o padrinho da minha filha. Foi ele quem a batizou e despejou a água”. A primeira colaboração entre ambos foi em Três é Demais, de 1998. Desde então, Murray participou de sucessos como Moonrise Kingdom e Os Excêntricos Tenembauns.

Segundo o cineasta, a parceria deveria ter sido repetida em Asteroid City, seu novo filme, mas os protocolos de Covid e uma agenda apertada impossibilitaram a reunião. “Bill seria o gerente de motel interpretado por Steve Carell, mas acabou pegando Covid quatro dias antes do início das filmagens”, explicou o diretor. “Quando ele melhorou, veio à Espanha, onde estávamos filmando. Após terminarmos o filme, entrei em um carro com ele e dirigimos até a França. Foi a primeira vez em muito tempo que não o coloquei em um longa.”

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Quando não está trabalhando com Anderson, Murray possui um histórico de complicações em sets. Em 2001, nos bastidores de As Panteras, ele notoriamente entrou em conflito com Lucy Liu, tendo a insultado repetidamente e a caracterizado incapaz de atuar. Em 2021, a atriz afirmou “me defendi e não me arrependo”. Geena Davis, com quem o ator contracenou em Não Tenho Troco, também contou ter sofrido abuso verbal dele em sua autobiografia, Dying of Politeness (Morrendo por Educação, em tradução livre). Segundo ela, ele a massageou com um dispositivo eletrônico contra sua vontade, além de ter levantado a voz agressivamente em múltiplas ocasiões: “Deveria ter ido embora ou me defendido profundamente, mas teria perdido o papel”, ela disse ao jornal The Times. 

A denúncia que atualmente suscita o assunto vem das filmagens de Being Mortal, filme que seria a estreia na direção do comediante Aziz Ansari. As gravações, porém, foram suspensas pelo estúdio Searchlight em 18 de abril após uma denúncia de assédio sexual feita por uma funcionária da equipe. Segundo a publicação Puck, o ator teria “acariciado e agarrado o corpo da funcionária perto a uma cama no set, em um ato que pode ter sido uma tentativa mal-sucedida e não anunciada de comédia física”. Conforme a denunciante, ele a paralisou e simulou um beijio enquanto usava máscara por protocolo de prevenção à Covid.

Desde o congelamento da produção, Murray declarou que seu comportamento foi “insensível” e sinal das mudanças no espaço da comédia: “As coisas e os tempos mudam, então é importante que eu entenda [as mudanças]”. Segundo o ator, o filme foi interrompido devido à investigação criteriosa do estúdio, mas ele mantém contato com a denunciante e está tentando “fazer as pazes”, otimista com a possibilidade.

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