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Quem é William Gibson, o visionário autor da série ‘Periféricos’

O escritor canadense ficou conhecido por cunhar o termo cyberpunk e imaginar um futuro no qual a tecnologia não melhorou a vida de ninguém

Por Felipe Branco Cruz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 29 nov 2022, 09h34 - Publicado em 28 nov 2022, 15h52

Há quase quarenta anos, uma história sobre implantes neurais que simulariam na mente humana um mundo virtual realista soaria risível e, claro, absurdo. Em pleno 2022, ainda é difícil, mas não impossível, vislumbrar a trama pensada pelo autor William Gibson para o livro Neuromancer, de 1984, sua obra-prima. O escritor canadense de 74 anos entrou para o hall de nomes raros e inventivos da literatura que usa a ficção científica para ver além — enquanto aciona alertas gritantes sobre os perigos da evolução tecnológica. Como diz a ironia dos dias de hoje, “isso é muito Black Mirror“, exceto pelo detalhe: Black Mirror é que é muito William Gibson. Nos últimos meses, o autor viu seu nome ganhar novo destaque com o lançamento da série Periféricos (disponível na Amazon Prime Video), estrelada pela atriz Chloë Grace Moretz.

A série é baseada no livro homônimo de Gibson e é fiel à premissa: os irmãos Flynne (Chloë) e Burton (Jack Reynor) ganham dinheiro jogando games de realidade virtual, e, eventualmente, são convidados a testar uma nova simulação hiper-realista, ambientada em Londres no futuro. A trama logo se desenvolve para uma aventura de ação e mistério. Considerada inadaptável, a obra de Gibson costuma servir de inspiração. Caso de Matrix (1999) que bebe diretamente de Neuromancer. Nele, um hacker é banido da Matrix, um ambiente virtual onde todas as relações sociais acontecem, após tentar roubar o patrão. Foi nesta obra que o termo cyberpunk foi popularizado, usado para designar as histórias futurísticas anárquicas, onde a tecnologia não melhorou a vida de ninguém, pelo contrário, só piorou.

O escritor William Gibson
O escritor William Gibson (//Divulgação)

Para além da influência na cultura pop e na literatura, Gibson virou uma espécie de profeta dos tempos modernos. Seus textos, por exemplo, anteciparam como seria a internet, os reality shows, a onipresença das câmeras de segurança, e também a importância que os videogames ganhariam na vida das pessoas e também no mercado. Vale lembrar, por exemplo, que o mercado de games movimenta hoje mais dinheiro do que Hollywood. Um visionário que, nos dias de hoje, ironicamente, foge da tecnologia.

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