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O novo pólo de estúdios em Guarulhos que promete sacudir a TV e o cinema

Maior complexo de produção independente da América Latina, a Banijay Estúdios atende o mercado aquecido do audiovisual — e vislumbra saltos internacionais

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 9 Maio 2024, 12h33 - Publicado em 9 abr 2024, 08h00

A 14km do Aeroporto Internacional de Guarulhos, um terreno murado de 60.000 metros quadrados se mistura à paisagem formada por galpões e alguns novos prédios residenciais. Dentro dele, porém, circulam nomes inesperados, de apresentadores globais a celebridades da música. Ao invés de glamour e calmaria, o local abriga muita ralação e os bastidores do que chega na televisão, no cinema e na publicidade: trata-se de uma ampla estrutura que abriga três estúdios de filmagem profissional, no que se tornou o maior complexo independente do tipo na América Latina. O investimento multimilionário atende pelo nome de Banijay Estúdios – da holding francesa Banijay, que também é dona da Endemol Shine Brasil, com presença em diversos países ao redor do planeta, e que fechou 2023 com receita de 3,3 bilhões de euros. 

Em fase inicial de operação, o local possui três estúdios que já rodam algumas produções com o selo Endemol, caso de The Wall, quadro apresentado por Luciano Huck no Domingão da rede Globo. Durante a visita da reportagem de VEJA, duas grandes plataformas de streaming usavam o espaço para a gravação de programas de auditório futuros – um deles com capacidade para 500 pessoas na plateia. O maior dos estúdios conta com uma área de 6.383 metros quadrados, e o menor 1.094 — em comparação, o maior espaço do tipo na cidade de São Paulo é o estúdio Quanta, com pouco mais de 1.100 metros quadrados. A proximidade do aeroporto é outro trunfo do novo espaço: no futuro, o estúdio se vê pronto para receber produções internacionais. “Ao criar uma estrutura desse porte, abrimos também espaço para mais possibilidades criativas”, diz em entrevista a VEJA Rodrigo Pastoriza, diretor da Banijay Estúdios. “Já estamos conversando com parceiros pela América Latina. Nada impede que, no futuro, possamos receber filmes americanos e europeus, por exemplo.”

Montagem de cenário no Banijay Estúdios, em Guarulhos (SP) -
Montagem de cenário na Banijay Estúdios, em Guarulhos (SP) – (//Divulgação)

A construção do espaço veio de uma demanda inicialmente notada pela Endemol no Brasil, mas que atingia todo o mercado. Com a injeção de verba estrangeira, advinda especialmente de plataformas de streaming como Netflix, Amazon, Disney, entre outras, os lugares especializados em receber gravações se revelaram escassos – assim como a mão de obra e até mesmo os equipamentos. Coube aos brasileiros correrem atrás do prejuízo. “Nosso setor não estava preparado para tudo que as plataformas de streaming queriam. Somou-se ainda a demanda de canais convencionais, como a Globo, que começaram a terceirizar conteúdo”, conta Pastoriza, citando o The Masked Singer, parceria da Endemol com a emissora carioca, rodado no WTC, estúdio na cidade de São Paulo.

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Esse boom no mercado audiovisual brasileiro é recente — e ainda passa por uma pandemia no meio. No não tão longínquo ano de 2019, a Netflix apostou alto no país, produzindo ao mesmo tempo mais de trinta títulos por aqui – período no qual Ted Sarandos, o diretor executivo da plataforma, disse a VEJA ser a “infância” da empresa no Brasil. O efeito Netflix virou uma reação em cadeia com outros players interessados no público local. A movimentação foi um reforço bem-vindo para o meio enquanto as leis de incentivo se viam afetadas por um governo federal pouco afeito à cultura. Nos últimos anos, a própria Globo mudou seu modus operandi e passou a cortar de sua folha talentos fixos para trabalhar com contratos mais soltos, pagando os profissionais por obra. Nessa reformulação, o canal ainda aumentou seu complexo, o antigo Projac, construindo mais três estúdios de 1.500 metros quadrados cada em 2019 – totalizando hoje treze estúdios que somam mais de 12.500 metros quadrados. 

As ampliações apontam para bons ventos na economia brasileira. Em um estudo da Motion Pictures Association (MPA), publicado em 2022, o impacto do audiovisual no Brasil é de 56 bilhões de reais, gerando cerca de 700.000 empregos e mais de 7,7 bilhões de reais em impostos. A projeção, segundo pesquisa da PwC, é que esse mercado aumente 5% até o ano que vem. Que assim seja.  

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