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Entenda o que é demência frontotemporal, novo diagnóstico de Bruce Willis

Doença costuma se manifestar nos pacientes de idade mais jovem que os afetados pelo Alzheimer

Por Gabriela Caputo
Atualizado em 17 fev 2023, 10h57 - Publicado em 17 fev 2023, 10h47

Em março de 2022, a família do astro Bruce Willis anunciou sua aposentadoria em razão de um diagnóstico de afasia — caracterizada pelo transtorno de linguagem causado por dano cerebral, que afeta a capacidade de comunicação da pessoa. Agora, os familiares de Willis revelaram ter descoberto uma progressão da doença: o ator de 67 anos recebeu um novo diagnóstico de demência frontotemporal (DFT). “Infelizmente, desafios com a comunicação são apenas um sintoma da doença que Bruce enfrenta. Enquanto isso é doloroso, é também um alívio finalmente chegar a um diagnóstico claro”, diz o comunicado.

A demência frontotemporal, ou DFT, é uma doença ainda sem cura, com tratamento focado em cuidar dos sintomas — já que é progressiva, ou seja, não pode ser revertida e costuma se intensificar com o tempo. Enquanto o tipo mais comum de demência é o Alzheimer, a DFT corresponde entre 5 a 10% dos casos, segundo um estudo de 2022 da revista científica Nature. A doença costuma se manifestar nos pacientes de idade mais jovem que os afetados pelo Alzheimer: geralmente, a DFT aparece antes dos 60 anos. Trata-se de uma condição de demência com forte ligação genética — ainda segundo a pesquisa, 15% dos casos se dão por uma mutação específica em um gene.

“A DFT é uma doença cruel da qual muitos de nós nunca ouvimos falar e que pode atingir qualquer um. Para pessoas com menos de 60 anos, a DFT é a forma mais comum de demência, e como o diagnóstico pode levar anos, a DFT é provavelmente muito mais dominante do que sabemos”, diz o comunicado publicado pela família de Willis no site da Associação para a Degeneração Frontotemporal. “À medida que a condição de Bruce avança, esperamos que qualquer atenção da mídia possa se concentrar em iluminar esta doença que precisa de muito mais conscientização e pesquisa”.

A doença, conforme o nome, afeta os lobos frontais e temporais do cérebro, resultando em mudanças no comportamento e na linguagem, a depender de qual região mais atingir — no caso de Bruce, seria a temporal. Logo, a pessoa afetada pode apresentar transformações em seu comportamento social, muito pautado por impulsos e extremos, e até em sua personalidade. É, por isso, um diagnóstico pesaroso para os familiares e amigos, que se deparam com uma pessoa diferente daquela que costumavam conhecer.

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