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Por Raquel Carneiro
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‘Assassinos da Lua das Flores’: as reclamações de indígenas sobre o filme

Novo longa de Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio, narra história real da morte de membros da tribo Osage, que encontrou petróleo em suas terras

Por Kelly Miyashiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 10 Maio 2024, 08h33 - Publicado em 17 out 2023, 17h11

O novo filme de Martin Scorsese, Assassinos da Lua das Flores (do título original Killers of the Flower Moon), narra a dramática história real dos Osage, uma tribo indígena que teve vários membros mortos misteriosamente após a descoberta de petróleo em suas terras em Oklahoma, nos Estados Unidos, na década de 1920. A equipe do cineasta fez questão de ter consultores Osage durante a produção, entretanto, o resultado final deixou alguns indígenas com sentimentos conflitantes. Christopher Cote, consultor linguístico Osage do projeto, declarou ter ficado nervoso com o lançamento e, após ter assistido na première do filme, ficou um pouco desapontado.

Assassinos da Lua das Flores acompanha como a ganância de homens brancos americanos mal-intencionados culminou em uma tragédia para os Osage, atrapalhando o casamento amoroso de Ernest Burkhart (Leonardo DiCaprio), um homem branco comum tentando crescer na vida, e a nativa riquíssima Mollie (Lily Gladstone), que teve parentes assassinados misteriosamente. Ao longo da história [alerta de spoiler], descobre-se que Ernest tem relação direta com as mortes dos indígenas.

“Como Osage, eu realmente queria que isso tivesse sido feito pela perspectiva de Mollie e do que sua família vivenciou, mas acho que seria necessário um Osage para fazer isso”, disse Cote em entrevista ao The Hollywood Reporter. “Martin Scorsese, não sendo Osage, acho que ele fez um ótimo trabalho representando nosso povo, mas essa história está sendo contada quase da perspectiva de Ernest Burkhart, e eles dão a ele uma consciência, retratando que existe amor. Mas, quando alguém conspira para assassinar toda a sua família, isso não é amor. Isso não é amor, está além do abuso”, explicou.

“Acho que, no final, a questão que resta é: por quanto tempo você será complacente com o racismo? Por quanto tempo você concordará com algo e não dirá nada, não falará, por quanto tempo será complacente? Acho que é porque este filme não foi feito para o público Osage, foi feito para todos, não para os Osages. Para aqueles que foram privados de direitos, eles podem se identificar, mas para outros países que têm seus atos e sua história de repressão, esta é uma oportunidade para eles se questionarem sobre a moralidade, e é assim que me sinto em relação a este filme”, complementou Christopher Cote.

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A consultora linguística Osage Janis Carpenter também alegou ter “sentimentos confusos” sobre o filme. “Algumas coisas foram tão interessantes de ver, e temos tantos membros da nossa tribo que estão no filme que é maravilhoso vê-los. Mas há algumas coisas que foram muito difíceis de aceitar”, resumiu.

O filme foi roteirizado por Scorsese e Eric Roth e é baseado em um livro de David Grann, lançado em 2017, que fala da investigação do FBI sobre os assassinatos de membros da tribo Osage. Assassinos da Lua das Flores estreia nesta quinta-feira, 19, nos cinemas.

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