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Quem organizou a caravana de migrantes para os Estados Unidos?

O ex-deputado hondurenho Bartolo Fuentes, que convocou as pessoas pelo Facebook, é do partido Libre, de Manuel Zelaya

Por Duda Teixeira Atualizado em 26 out 2018, 14h48 - Publicado em 26 out 2018, 14h44

A caravana de 7000 migrantes que está atravessando o México a pé rumo aos Estados Unidos foi organizada em Honduras.

Pelo Facebook, o ex-deputado Bartolo Fuentes convocou as pessoas que queriam deixar o país. A marcha saiu de San Pedro Sula, uma das cidades com a maior taxa de homicídio do mundo, no dia 13 de outubro. Para jornais locais, Fuentes admitiu que se reuniu com os demais organizadores, em torno de vinte pessoas, na cidade de El Progreso. Depois, seguiu com eles para a Guatemala, rumo ao México.

Bartolo Fuentes é do partido Libre, o mesmo de Manuel Zelaya, o ex-presidente que foi destituído, fugiu do país e depois se hospedou na embaixada brasileira em Tegucigalpa, em 2009. Fuentes foi preso na Guatemala, quando acompanhava o grupo, e extraditado de volta para Honduras.

Os membros do Libre fazem oposição ao atual presidente, Juan Orlando Hernández, de centro-direita. Ao organizar a caravana, o objetivo de Fuentes era o de criticar o governo de seu país. Detido, ele atacou seu rival. “É um êxodo massivo de compatriotas. Este governo irresponsável, que nos jogou na miséria e na pobreza, também quer qualificar de delinquentes os que fogem da tremenda tragédia que vivemos” (assista ao vídeo abaixo)

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Como a caravana acabou atraindo milhares de pessoas, da Guatemala e de El Salvador, Fuentes passou a ser criticado. Um jovem morreu durante o percurso, ao cair de um caminhão. Diversos bebês e crianças estão entre os caminhantes. Para não ser responsabilizado por problemas, o deputado do Libre passou a dizer que não estava entre os organizadores.

“Fuentes é muito próximo de Nicolás Maduro, da Venezuela, e de Daniel Ortega, da Nicarágua. Ao formar caravanas, ele não apenas atacou o governo de Honduras como desviou a atenção dos problemas desses outros países”, diz o cientista político hondurenho Edgardo Rodriguez, da Universidade Nacional Autônoma de Honduras.

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