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Zika vírus desencoraja viagens para a América Latina, diz pesquisa

Levantamento feito pela Reuters/Ipsos revela que 41% dos americanos que sabem sobre a doença estão menos propensos a viajar para a região

Por Da Redação - Atualizado em 6 maio 2016, 15h58 - Publicado em 7 fev 2016, 16h42

A rápida propagação do zika vírus está desencorajando muitos americanos a viajar para a América Latina e Caribe. Segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos, 41% das pessoas que estão cientes da doença dizem que estão menos propensas a realizar essa viagem. O resultado do levantamento é o mais recente sinal de que o vírus, suspeito de estar ligado a milhares de casos de bebês nascidos com microcefalia no Brasil, pode causar queda na quantidade de viagens para esses locais nos próximos meses.

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Entre os que sabem que o vírus existe, 41% afirmaram estar menos propensos a viajar para Porto Rico, México e América do Sul nos próximos doze meses por causa do zika. Para 48%, o zika vírus não mudou a probabilidade de visitar esses destinos, enquanto o restante não soube responder.

Seis em cada dez americanos que conhecem a doença disseram que o vírus transmitido pelo mosquito Aedes agypti é uma preocupação, incluindo 18% que afirmaram estar muito preocupados. A sondagem foi realizada com 1.595 adultos nos Estados Unidos de 1 a 5 de fevereiro.

“Eu e meu marido estamos tentando engravidar e, por isso, estou um pouco preocupada”, disse Erica, uma entrevistada que pediu para ser identificada apenas pelo primeiro nome. Ela afirmou ter sido picada por um mosquito durante uma viagem, em janeiro, para as Ilhas Virgens, nos EUA, onde a presença do zika vírus foi relatada.

Erica desistiu de visitar a Jamaica neste verão para comemorar seu aniversário de casamento. “Vamos refazer nossos planos sobre isso.”

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Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC, na sigla em inglês) aconselharam as mulheres grávidas a evitar viagens para áreas com surto ativo de zika, como a Jamaica, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou alerta internacional de emergência por causa da doença.

Companhias aéreas e operadoras de cruzeiros marítimos ainda não relataram quedas nas reservas por causa do zika vírus, mas analistas minimizaram o impacto que o medo dos “novos futuros pais” pode vir a ter sobre suas receitas.

Conscientização – O número de americanos que sabe sobre a existência do vírus subiu para quase dois terços, de acordo com a pesquisa. Em sondagem anterior, feita no final de janeiro, o número era de 45%.

“É uma doença nova e contagiosa”, disse o entrevistado Toni Brockington, 42 anos, que vive perto de Fort Bragg, na Califórnia, e pensou em visitar o México antes de ficar sabendo do surto. “O vírus, junto com os relatos de violência e drogas, está tornando (esses destinos) cada vez menos atraentes.”

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Muito sobre o zika vírus continua um mistério, incluindo sua relação com a microcefalia. O Brasil está investigando a potencial ligação entre as infecções por zika vírus e o surgimento de mais de 4.000 casos suspeitos de microcefalia, uma condição marcada pelo tamanho anormalmente pequeno da cabeça, que pode resultar em problemas de desenvolvimento.

Pesquisadores identificaram evidências de infecção por zika vírus em 17 desses casos, ou no bebê ou na mãe, mas ainda não confirmaram se o zika vírus pode de fato causar a condição.

(Com Reuters)

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