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Padaria de 3.500 anos é encontrada no Egito

A produção de pães em larga escala era a principal ocupação da maioria dos habitantes da pequena cidade

Há 3.500 anos, os egípcios também apreciavam um pão fresquinho. Arqueólogos divulgaram, nesta quarta-feira, a descoberta de padarias capazes de alimentar exércitos, na região do oásis de El-Kharga, no oeste do Egito. Uma equipe de pesquisadores do próprio país e dos Estados Unidos esbarraram nos resquícios do que parece ser uma cidade especializada na produção de pães. A equipe estava mapeando rotas históricas no deserto egípcio como parte de outro projeto, quando encontrou os indícios da padaria. Com uma área de 250.000 metros quadrados, equivalente a 30 campos de futebol, a cidade existiu provavelmente entre os anos de 1650 e 1550 a.C. De acordo com John Coleman Darnell, que chefiou a missão americana, há indícios de que o sítio arqueológico era um centro administrativo ao longo de rotas de caravanas, que ligavam o vale do rio Nilo ao oásis, chegando até o Sudão, maior país da África atual. Os pesquisadores revelaram estruturas de cerâmica parecidas com prédios administrativos encontrados anteriormente em muitos outros lugares ao longo do vale do rio Nilo. Contudo, as características mais interessantes, na opinião dos pesquisadores, foram os restos de uma padaria. “A produção de pães em larga escala era a principal ocupação da maioria dos habitantes da pequena cidade”, disse Zahi Hawass, o chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito. Além das estruturas em cerâmica, os arqueólogos encontraram dois fornos e uma roda de oleiro, utilizada para produzir as formas de pão. A grande quantidade de detritos na parte de fora da “padaria” sugere que a cidade produzia grandes quantidades de pão suficientes para alimentar um exército, disse Hawass.