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Os sucessores do Hubble

Com o grande sucesso dos 25 anos de operação do telescópio, a Nasa planeja mandar outros dois observatórios para o espaço nos próximos anos, o James Webb e o WFirst

Por Da Redação - Atualizado em 6 maio 2016, 16h04 - Publicado em 27 abr 2015, 20h04

Após a bem-sucedida trajetória do telescópio Hubble, que completou 25 anos de atividade na última semana, a Nasa planeja substituir suas atividades por outros dois telescópios: o James Webb e o Wide Field Infrared Survey Telescope (WFirst).

Logo que o Hubble foi lançado, em 1990, ele apresentou problemas em suas lentes e os astrônomos não sabiam quanto tempo ele duraria no espaço. Para que ele apresentasse as imagens claras e nítidas que resultaram na produção de mais de 12 000 artigos científicos, cinco missões de reparo foram feitas. Enquanto isso, os astrônomos trabalharam na construção de um telescópio maior e mais potente, o James Webb, que irá substituir o Hubble em outubro de 2018.

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The James Webb Space Observatory – O James Webb foi projetado com um espelho de 6,4 metros (do tamanho de uma quadra de tênis), quase três vezes maior que o existente no telescópio de 1990. Enquanto o Hubble está a 569 quilômetros de nós, seu substituto mais moderno ficará a 1,5 milhões de quilômetros da Terra, com a órbita em um ponto de equilíbrio chamado de ponto Lagrange L2.

O objetivo dos astrônomos é aumentar o potencial e a eficiência de observação para que o equipamento consiga explorar mais profundamente o espaço, procurando pela primeira geração de estrelas e galáxias formadas após o Big Bang, a explosão que deu origem ao universo. Uma missão que a tecnologia do Hubble, construído há quase duas décadas, não é capaz de cumprir.

O equipamento será lançado acoplado ao foguete Ariane 5, providenciado pela European Space Agency (ESA, na sigla em inglês), parceira da Nasa nessa expedição.

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É previsto que o James Webb fique no espaço em uma missão que levará de cinco a dez anos, proporcionando imagens para o estudo da formação das estrelas, a evolução das galáxias e a atmosfera de outros planetas.

Wide Field Infrared Survey Telescope – Em 2020, o James Webb ganha a Companhia do WFirst, que terá a missão de estudar a matéria negra (energia que está espalhada pela maior parcela do espaço e que, segundo modelos teóricos, é tida como responsável por acelerar a expansão do universo), além de expandir o conhecimento sobre a evolução da Via Láctea e de corpos celestes existentes nesta e em outras galáxias.

Para isso, os espelhos do WFirst terão 2,4 metros (o mesmo tamanho dos do Hubble), mas serão mais potentes. Seu campo de visão será 200 vezes mais amplo e também mais preciso nas imagens.

O observatório WFirst ficará a 1,5 milhões de quilômetros da Terra, assim como o James Webb. Segundo a Nasa, a diferença entre os dois é que a visão do James Webb é estreita e profunda, enquanto a do WFirst é ampla e rasa. Por isso, o último enxergará surpernovas e milhões de galáxias, promovendo cálculos que possam prever qual será o futuro de nossa galáxia (se caminhamos para a expansão ou para o colapso). Já o James Webb observará menos supernovas, mas sua visão com maiores variações de tonalidades de infravermelho fornecerá informações detalhadas do universo.

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(Da redação)

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