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O ‘roubo’ dos anéis de Saturno

Nova pesquisa indica que os famosos aros do planeta sumirão três vezes mais cedo do que a última estimativa

Por Sabrina Brito
Atualizado em 9 out 2019, 15h52 - Publicado em 9 out 2019, 15h29

Saturno é famoso por possuir os maiores anéis de todo o Sistema Solar. Dentro desses anéis gigantescos, caberiam seis planetas Terra. No entanto, a beleza proporcionada pelos aros pode estar com os dias contados. De acordo com um novo estudo da Nasa, Saturno está perdendo seus anéis muito mais rapidamente do que se pensava. O que ressoa a clássica Desculpa o Auê, de Rita Lee: “Por você vou roubar / Os anéis de Saturno”.

Ninguém está “roubando” o planeta, evidentemente. O que ocorre é que, a cada segundo, chovem atualmente dez toneladas de rochas e gelo naquele corpo celeste. Estes materiais são parcialmente responsáveis pela composição dos aros. A quantidade de substâncias caindo todo segundo seria suficiente, inclusive, para encher uma piscina olímpica em trinta minutos. É essa perda de composição que tem diluído os anéis.

A queda de rochas e gelo se deve principalmente à colisão com pequenos meteoroides (fragmentos que vagueiam pelo espaço) e ao bombardeiro constante de raios ultravioleta emitidos pelo Sol. Quando essas reações acontecem, as partículas de gelo são vaporizadas, resultando em moléculas de água carregadas que interagem com o campo magnético de Saturno, fazendo com que as rochas se precipitem em direção ao planeta. Desse modo, com o tempo, os aros estão se tornando cada vez mais vazios.

Esse fenômeno, aliás, não foi descoberto recentemente: cientistas sabem da queda de materiais em Saturno desde a década de 1980. A novidade está no fato de que, enquanto, há 40 anos a expectativa era de que os anéis se extinguissem em 300 milhões de anos, a pesquisa recente estima esse número em 100 milhões, já que a tal tempestade se provou muito mais intensa do que se pensava.

Embora seja difícil imaginar Saturno sem seus aros, o planeta só ganhou seus anéis há cerca de 100 a 200 milhões de anos — para efeito de comparação, o corpo foi formado há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, simultaneamente com a Terra. Agora, o astro parece estar voltando ao seu estado inicial, desprovido de seus brilhantes anéis.

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