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No Twitter, astrônomo revela novas pistas do “Planeta Nove”

Mike Brown, o mesmo cientista que “assassinou” Plutão, posta no Twitter dados de objetos celestes que, por sua órbita e localização, parecem estar sob influência de um planeta grande e distante, bem além de Netuno

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 15h57 - Publicado em 28 mar 2016, 15h43

O astrônomo americano Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, publicou em sua conta do Twitter o que alega ser uma nova evidência de que o sistema solar tem um nono planeta. Trata-se da descrição de um objeto celeste localizado pelo telescópio Canadá-França-Hawaii, que conduz o projeto Outer Solar System Origins Survey (OSSOS) sobre a evolução do sistema solar. Por sua órbita incomum e a região onde foi encontrado – o Cinturão de Kuiper, nos confins do sistema solar -, Brown acredita tratar-se de um corpo sob influência do chamado “Planeta Nove”. O estudo ainda não foi publicado em revistas científicas nem checado por outros especialistas – o telescópio havaiano está conduzindo novas observações para averiguar a veracidade das descobertas de Brown, o mesmo cientista que “assassinou” Plutão.

Planeta nove

No gráfico, Brown aponta as órbitas de vários objetos celestes, incluindo (em azul) a mais nova descoberta, chamada uo3L91. Segundo a publicação do astrônomo, sua trajetória incomum é compatível com o movimento esperado de um corpo influenciado por um planeta grande – representado no gráfico pelo círculo.

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Descoberta – Em 20 de janeiro, Konstantin Batygin e Mike Brown anunciaram que um novo planeta, muito grande e muito distante, poderia existir em nosso sistema solar. Os especialistas se apoiaram em modelos matemáticos e simulações de computador para identificar a existência do Planeta Nove. Dotado de uma massa cerca de dez vezes maior que a da Terra, esse planeta se encontraria numa órbita vinte vezes mais distante do que a de Netuno e levaria entre 10.000 e 20.000 anos para completar sua volta em torno do Sol. A principal dificuldade dos americanos em identificar o local foi a distância: estima-se que o “nono planeta” esteja entre 32 bilhões e 160 bilhões de quilômetros de distância da Terra. Além disso, por estar mais longe do Sol, sua visibilidade é menor.

A previsão da existência do novo planeta pelos astrônomos começou em 2003, quando um objeto chamado Sedna foi codescoberto por Brown no Cinturão de Kuiper. Esse corpo celeste e outros cinco encontrados nos anos seguintes pareciam ter órbitas tão estranhas que só poderiam ser resultado da influência de um grande astro, localizado além de Netuno. Fazendo simulações e estudos para explicar o comportamento dos corpos celestes, os astrônomos perceberam que apenas um planeta verdadeiro poderia ser o responsável por aquele efeito.

Localização – Usando dados da sonda Cassini, que orbita Saturno desde 2004, pesquisadores franceses revisaram os cálculos de cientistas americanos, que indicaram a presença do novo planeta, e deram um passo além, definindo as áreas específicas para onde os telescópios deveriam ser apontados para enxergá-lo, de acordo com o estudo publicado na revista científica Astronomy and Astrophysics. Além disso, os pesquisadores franceses refizeram os modelos do sistema solar e conseguiram calcular a influência que o nono planeta exerceria no movimento de outros planetas, em razão da atração gravitacional entre os corpos celestes.

(Da redação)

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